O colunista já estava estranhando… Verão sem show do Manu Chao em São Paulo? E não é que hoje abro o jornal e me deparo com o “tijolinho” (anúncio) do Babel Fest, Via Funchal, 4 de fevereiro de 2012, com Mombojó, China, DJ Criolina e … Manu Chao. O ex-Mano Negra vem com o show “La Ventura”, mesmo formato que apresentou no ano passado (confira o post de fevereiro de 2011). O show é pura energia e vale a pena ver e rever, se você gosta de Manu Chao como eu. Continue lendo
Manu Chao | Babel Fest
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Cadillac Records

A morte de Etta James me levou ao DVD do filme “Cadillac Records” (TriStar/Sony Pictures, 16 anos), versão romanceada da história de Leonard Chess (vivido por Adrien Brody), sua clássica gravadora Chess Records e de uma longa lista de bluesmen (Muddy Waters, o gaitista Little Walter, Willie Dixon, Howlin´Wolf, Chuck Berry) e de uma senhora blueswoman. Etta James, aqui interpretada pela cantora Beyoncé.
Vale como introdução a essa parte da história do blues e dessa longa lista de integrantes do Rock´n´Roll Hall of Fame. E pelos números musicais – muito bons! Beyoncé particularmente arrasa como Miss Peaches, Etta James.
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The Chemical Brothers | “Don´t Think”, o filme
Publicado em janeiro de 2012
Será que o cinema vai virar pista de dança? Provavelmente. Estreia na quinta-feira, 26 de janeiro, num cinema paulistano o filme The Chemical Brothers | Don´T Think - registro de uma apresentação da dupla no Fuji Rock Festival, no Japão, captada por “apenas” 21 câmeras… Confira o trailer: Continue lendo
Rap do bom: DUCORRE. Veja o clip.
Compartilho o ótimo clip do Ducorre, grupo de rap da comunidade da Favela do Moinho, local daquele terrível incêndio poucos dias antes do Natal de 2011, no centro de Sampa.
Confira a FICHA TÉCNICA …: Continue lendo
Um blues para Etta James
Uma pequena homenagem a Etta James, que deixou o planeta do som. A ótima cover de “I Just Want to Make Love to You”, clássico de Willie Dixon, mais “Born to be Wild”. Continue lendo
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Gol de Elis Regina
19 de janeiro de 2012… 30 anos da morte de Elis Regina. Fut Pop Clube e Coluna de Música gostariam de lembrar de uma clássica gravação da “pimentinha” sobre futebol: “Meio de Campo”, de Gil. Gremista e corintiana, Elis chegou a lançar um compacto junto com Pelé – está nos livros “Furacão Elis” e “Futebol no País da Música”. Continue lendo
“Acabou Chorare”: Novos Baianos tinindo, trincando.
Alguns bons motivos para blogar sobre Acabou Chorare, segundo disco dos Novos Baianos, de 1972:
- está entre Os 100 Melhores CDs da MPB, livro do crítico André Domingues (Sá Editora) e em 1º lugar na lista dos 100 mais da música brasileira feita pela revista Rolling Stone.
- foi relançado em vinil pela Som Livre.
- no finzinho de 2010, saiu em CD na coleção Grande Discoteca Brasileira, do Estadão: CD mais livrinho com precioso texto de Ricardo Moreira.
- abre com marcante versão de Brasil Pandeiro, de Assis Valente, influência do amigo João Gilberto.
- a voz carismática de Baby do Brasil, então Baby Consuelo, mais Moraes Moreira e Paulinho Boca de Cantor.
- a guitarrinha danada de Pepeu Gomes.
- as letras poéticas de Luiz Galvão.
- o sambão de Besta é Tu.
- a doçura de Acabou Chorare
- e last, but not the least, muito pelo contrário, a sensacional Preta Pretinha. Essa é para ouvir e cantar de ponta a ponta, apertar o REW e ouvir de novo, e de novo, e de novo. Continue lendo
Furacão Elis

No aniversário da morte de Elis Regina, gostaria de indicar uma excelente biografia, que li no período de folga do último Natal: Furacão Elis, de Regina Echeverria (Ediouro). Ótimo texto, muitas revelações de cunho pessoal e uma minuciosa discografia. Furacão Elis também deixa claro que a Pimentinha torcia para o Grêmio (do estado natal) e Corinthians (no estado que adotou). Tem foto e tudo de Elis com a camisa branca corintiana – branca mesmo, sem os zilhões de patrocinadores de hoje. Continue lendo
Bloco do Sargento Pimenta
Atualizado em 30/12/2011
O Bloco do Sargento Pimenta – sensação do carnaval 2011 – vai tocar no Réveillon de Copacabana, no último dia do ano. Confira os pitacos da Coluna, ainda enebriados pela apresentação do Sargento em março de 2011. Continue lendo
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U2 360º, Morumbi, 13/04/2011
Nos três dias de 360º, Morumbi recebeu fãs do U2 de tudo quanto é estado e até de países vizinhos. Se você não é de São Paulo, capital, diga o nome de sua cidade e estado no espaço de comentários. Obrigadão!
Tive o prazer de ver o primeiro show da turnê 360º no Morumbi na arquibancada. E o terceiro, na pista – som muito mais potente, claro. Valeu muito a pena. Em relação ao domingo, as novidades foram “Pride (In the Name of Love)”,”Zooropa” e a participação de Seu Jorge. Bono, rouco, levou o show até o fim com muita garra. The Edge deu mais uma aula de guitarra, usando com categoria recrusos como slide guitar e pedal wah wah. Fera! Adam pareceu bem contente no fim do show. E Larry rodou o palco batucando em “I´ll Go Crazy If I Don´t Go Crazy Tonight”.
Sim, o cenário é espetacular, um dos seis protagonistas do show, somado ao quarteto irlandês e ao público brasileiro. Mas aposto que se a banda fizesse um show numa garagem, só com uma parede de amplificadores de cenário, ainda sim seria “duca”. Confira o set-list do terceiro show: Continue lendo
Jazz/soul/funk numa tardinha de outono: Sharon Jones & the Dap-Kings no Ibirapuera
“What a great time we had at Parque do Ibirapuera, so many people came out…Thank you all again!”, tuitou Sharon Jones, a diva do soul. E nós paulistanos e outros privilegiados que estivemos no parque do Ibirapuera neste domingo concordamos plenamente! Que show fizeram essa mulher e sua bandaça, the Dap-Kings (duas guitarras, baixo, bateria, percussão, dois saxofones,um trompete e duas excelentes backing vocalistas, que mandaram ver em Respect, clássico de Aretha Franklin)! Sharon é um vulcão de soul, funk e R&B! Com o perdão do trocadilho, pensei num “James Brown de vestido” (o godfather of soul/funk foi lembrado no bis, It´s a Man World). Performática, sim. Mas sua belíssima voz não pipoca em nenhum momento. No show, parece que é gravação de estúdio. Recomendo altamente Sharon Jones & the Dap-Kings. Já abri uma tag “shows do ano 2011″ porque neste domingo assisti a uma das fortes candidatas. Valeu, BMW Jazz Festival. Um showzaço desse nível, mais Joshua Redman e o filme Jazz on a Summer´s Day na tarde de 12 de junho. De graça. E com muita graça. Continue lendo
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“Filhos de João, o Admirável Mundo Novo Baiano”. Um samba doc sobre os Novos Baianos
Publicado em 22 de julho de 2011
Fala tamborim! Novos Baianos FC é o nome do disco de 1973 do grupo de Baby, Moraes, Pepeu, Luiz Galvão, Paulinho Boca de Cantor, Dadi, Jorginho Gomes e companhia ilustre. Novos Baianos FC é o nome do documentário que Solano Ribeiro fez para a TV alemã e “caiu na rede”. A paixão dos Novos Baianos pelo futebol fica clara no novo documentário Filhos de João, o Admirável Mundo Novo Baiano, de Henrique Dantas (que passou no festival In-Edit Brasil e estreia nos cinemas em 22 de julho). Reis da bola na MPB em meados dos anos 70, os Novos Baianos não perdiam uma chance de jogar futebol. Mesmo que fosse dentro de um apartamento… Está no filme Filhos de João, o Admirável Mundo Novo Baiano.O João do título é João Gilberto, amigo e influência do grupo – já descrito como mistura de João Gilberto com Jimi Hendrix, pandeiro e cavaquinho com guitarra elétrica. Continue lendo
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Whitesnake, São Paulo, 10/09/2011
O Whitesnake foi a primeira grande banda internacional que eu vi ao vivo, no Rock in Rio I, em 1985! Que impacto foi o sonzão alto daquele festival que ajudou a botar o Brasil no circuito do showbizz mundial. E pra mim, aquela formação do Whitesnake foi a melhor da banda de Coverdale, com John Sykes na guitarra, Neil Murray no baixo e Cozy Powell na bateria – parte da turnê do “Slide It In”, um discão. Continue lendo
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“Rock in Rio – A História do Maior Festival de Música do Mundo”
Rio de Janeiro, 11 de janeiro de 1985. Estava nos portões do primeiro Rock in Rio, debaixo de muito sol, ainda antes da abertura.
Meu negócio era metal, quase que só metal e rock pesado. E nisso o Rock in Rio I mandou bem: Iron Maiden, Whitesnake, Ozzy, AC/DC, Scorpions
Curti tabém o Rock in Rio II, em 1991. E o III, em 2001.
A relação dos fãs de música com o Rock in Rio mudou. O Brasil entrou de vez no circuito do rock. A maratona de shows no segundo semestre compete com o festival carioca. O impacto não é o mesmo de 85, 91 ou mesmo 2001. Ainda assim, acho muito legal o clima de confraternização de um festival. E a mistureba sonora. É bom ficar de olho nas jams do palco Sunset, no espaço de música eletrônica e na Rock Street!
Por outro lado, sinto falta dos festivais de verão.
Dois livros ajudam a contar a história do RiR até aqui. O recém-lançado “Rock in Rio – A História do Maior Festival de Música do Mundo“, do jornalista Luiz Felipe Carneiro (Globo Livros) conta os detalhes das três primeiras edições, dia a dia, atração após atração. Saiba por exemplo que estrela deu pitis nos camarins em 1985. Continue lendo
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Pearl Jam Twenty
Publicado em 4 de outubro de 2011

DE MOOKIE BAYLOCK A PEARL JAM TWENTY
Mookie Baylock foi o nome do Pearl Jam antes de ser Pearl Jam. Os caras tiveram que mudar porque se tratava do nome… de um jogador de basquete. Ainda bem.
“Pearl Jam Twenty” é o ótimo documentário de Cameron Crowe (o diretor de “Singles/Vida de Solteiro” e “Quase Famosos“) sobre uma de suas/minhas/nossas bandas favoritas. O quinteto de Seattle formado por Eddie Vedder, Stone Gossard, Mike McCready, Jeff Ament e Matt Cameron. Continue lendo
U2 | From the Sky Down: rock doc sobre um discão da classe de 1991
“Achtung Baby”, sétimo álbum do U2, é um dos grandes discos de rock da turma de 1991. Acaba de ganhar documentário: “From the Sky Down”, do mesmo diretor do ótimo “A Todo Volume/It Might Get Loud”. Estreou em Toronto e está no Festival do Rio (confira). Tomara que chegue logo a Sampa! Lá fora, acaba de sair em DVD e Blu-Ray. Confira o trailer:
Eric Clapton | Morumbi, São Paulo, 12/10/2011.

Ídolo de ídolos. Eric Clapton é o guitarrista favorito de um dos meus guitarristas favoritos, Eddie Van Halen. Finalmente, tive a oportunidade de ver Eric Clapton ao vivo. E devo dizer que o show superou todas as minhas expectativas.
Pra começar, entre 19h45 e 20h20, o pupilo Gary Clark Jr apresentou sua guitarra pesada e cheia de alma ao Morumbi. Blues rock soul recomendado pra quem gosta de SRV, Eric Gales, ZZ Top e Robert Cray, por exemplo. Gary Clark chegou chegando. Se seu recente EP for lançado aqui, deve vender bem.
Nove em ponto. O deus branco da guitarra entrou no palco do Morumbi com uma belíssima Fender Stratocaster alviceleste e começou a dar seu banho de blues: Key to the Highway, Tell the Truth e Hoochie Coochie Man. . . Emoção blues rolou solta em Old Love e Tearing Us Apart. Clapton trocou a guitarra pelo violão para tocar mais dois blues. Continue lendo
“Rock Brasília – Era de Ouro”
Dias de rock em megashows, festivais e no cinema. Bem interessante – e obrigatório para quem gosta do Rock Brasil – o filme “Rock Brasília – Era de Ouro“, doc de Vladimir Carvalho sobre a cena da capital federal dos anos 80. Foco no Aborto Elétrico, Legião Urbana, Plebe Rude e Capital Inicial, com valioso material de arquivo – como entrevistas de Renato Russo à MTV e registro do complicado megashow do Legião no estádio Mané Garrincha. Confira o trailer
Aerosmith na terra da garoa: chuva de hits, refrões, riffs e solos

Tyler e Perry no showzão de SP, 30/10/2011 Foto: MROSSI www.fotogaleria.com.br - www.myspace.com/marcelorossi Divulgação T4F
No chuvoso fim do domingo em São Paulo, o Aerosmith fez um show de Greatest Hits, Gems, Big Ones. . . em pouco menos de duas horas. Tyler parecia um tanto rouco, mas canta muito e extravasa carisma. Joe Perry manda ver na slide guitar logo na primeira, “Draw the Line”, seguida por “Same Old Song and Dance”. Mais uma do baú, digo,da caixinha Pandora’s Toys: “Mama Kin”, que foi regravada pelos Guns N´Roses.
Uma do “Pump“: “Janies Got a Gun”.
E uma do “Get a Grip: “Livin’ on the Edge”
Um solo de bateria e lá vem “Rag Doll”, do “Permanent Vacation”, um disco que precisa ser ouvido por quem não conhece.
“Amazing”. Um fã comenta: “esta música é linda”. As meninas que trabalham no stand de cerveja não resistem e participam entusiasmadas do coro.
Lá se vai a namorada de Tyler e outro anel de diamante: “What it Takes”.
Um curto solinho de Brad Whitford e tome clássico do hard rock: “Last Child”
Joe Fuckin’ Perry também canta (“Combination”), além de tocar muuuito!
Momento mágico: o Aerosmith nos brinda com uma linda versão de “I Don’t Want to Miss a Thing”, como se pudesse existir uma versão dessa balada que não comova. Depois, vem “Cryin’”. Olhei para as vendedoras e imagina se elas não cantaram as duas baladas? Não me venham dizer que o Aerosmith não é mais popular no Brasil.
Um bom solo de baixo é a deixa para emendar outro clássico popular do kard rock: “Sweet Emotion”, claro.
Se o show já estava bom até aqui, o bis foi uma apoteose, com o som bem melhor:
“Dream On”.
“Love in an Elevator”, outro sucesso do “Pump”.
“Walk this Way”, rap metal anos antes dos meus queridos RHCP e FNM.
“Angel”, mega power ballad do “Permanent Vacation”.
“Train Kept A-Rollin’”, pra celebrar um dos antepassados do hard rock, o blues.
E os ex-Toxic Twins deixaram o público ir embora sem ouvir “Crazy”, bastante pedida. Isso não se faz. . . Estou brincando. . . Sempre fui fãzoco do Aerosmith, a ponto de ver shows fora do Brasil. Fazia tempo que não via. Valeu super a pena.
É uma instituição americana.
Hard rock popular.
American Idols. Continue lendo
Primeiro show do Pearl Jam no Morumbi, São Paulo, 03/11/2011
O concert-goer brasileiro, paulista em especial, não tem muito o que reclamar da oferta de grandes shows em 2011. Mas certamente este primeiro show do Pearl Jam no Morumbi, numa quinta-feira de primavera com jeito de inverno, estará em muitas listas de melhores do ano.
Em pouco mais de duas horas – começando com “Release”-, o quinteto de Seattle mandou ver rocks viscerais, diretos, às vezes curtos e grossos (como a nova “Olé”) e suas lindas baladas, que comprovam que Eddie Vedder é um gigantesco cantor. E um excelente frontman. Um showman. O cara nem parece fazer muito esforço para soltar a voz. Canta fácil. E toca guitarra em quase todo o show – “Daughter” foi exceção. É escorado numa grande banda. Stone e Mike, dois guitarristas que entendem do riscado. O baixo destacado de Jeff. O ritmo de Matt. E o tecladista Boom Gaspa, que pode ser ouvido até na cover de “I Believe in Miracles” -dos Ramones, homenageados por Vedder. Um dos pontos altos do show.
“Black” foi outro lindíssimo momento.
Não faltaram rocks na boca da massa, como “Release”, “Why Go”, “Animal”, “Even Flow”… “Alive” teve direito a citação de “Heaven and Hell”, do Black Sabbath, na guitarra.
E o final, apoteótico, com uma espetacular “Rockin’ in the Free World”, tradicional cover de Neil Young. Eletrizante. Nesta sexta-feira tem mais.
Não rolou “Last Kiss”. Mas o público que estava na pista cantou o maior hit single do PJ na saída do Morumbi. Show!
No cenário, um pano de fundo lembrando caixas de som. Gosto da estética do show do Pearl Jam, que usa um monte de fotos dos equipamentos nos encartes. E só. O resto fica por conta da música. Muito boa.
Confira o setlist da primeira noite.
Pearl Jam, Morumbi, São Paulo, 04/11/2011. Aula de rock!
Cheguei cedo para ver o bom show de abertura da banda punk californiana X, lembrada com carinho por Eddie Vedder nos shows do Morumbi.
O cinquentão estádio do São Paulo Futebol Clube encheu para ver o segundo concerto do Pearl Jam na turnê brasileira. Sold out. O quinteto e o tecladista Boom Gaspar entraram botando para quebrar com uma sequência de sonzeiras: “Go”, “Do the Evolution”, uma das favoritas da casa, “Severed Hand”, “Hail Hail” e “Got Some”. Pena que o som não estava muito legal, pelo menos da arquibancada azul, onde fiquei. A impressão é que se o sistema de som funcionou nas músicas mais calmas, não comportou as mais pauleiras.
Mas o setlist deste show de sexta-feira foi melhor ainda do que o repertório da véspera (veja post anterior). Se incluísse também “Rockin´in the Free World”, de Neil Young, e “I Believe in Miracles”, dos Ramones, então, seria simplesmente perfeito! Mas o simpático Eddie Vedder (arranhando um portuinglês, com ajuda de uma cola) deu um jeitinho de citar a deliciosa “I Wanna Be Your Boyfriend” no finalzinho de “Betterman”. Hey little girl/I wanna be your boyfriend… Ramones forever, amigo Eddie!
Teve “Not For You”, emendada com a citação de “Modern Girl”, do trio Sleater-Kinney.
Teve “Even Flow”, parafraseando Gastão Moreira nos tempos de MTV, outra das favoritas da casa, arrasa-quarteirão como sempre.
Teve “Black”, linda como nunca.
Esperava que o Morumbi “viesse abaixo” com “Last Kiss“, mas a intensidade do sacolejo nas velhas arquibancadas, outras canções balançaram mais as estruturas do Morumbi, como “Once”.
Rolou “State of Love and Trust”! Mais uma das favoritas da casa, prejudicada pelo som meia boca.
A nova “Olé”, também tocada na quinta-feira.
E para delírio dos fãs, “Jeremy”, ausente do show da véspera.
Enfim, no segundo bis, “Last Kiss”. Sucesso!
“Spin the Black Circle”! Duca!
Depois da sensacional “Alive”, a cover de “Baba O´Riley”, do The Who! Classe! Apesar do som um tanto estranho.
Pra fechar, “Yellow Ledbetter”. Para dar boa noite a quase setenta mil fãs, que vão em paz tentar procurar um táxi, a van fretada ou o carro deixado com os flanelinhas… Confira o setlist deste segundo show:
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Sonic Youth @SWUBrasil, Paulínia, 14/11/2011. “100% Kool Thing”!

"A" imagem do SWU 2011: apoteose das guitarras no histórico show do Sonic Youth. FOTO Marcos Hermes - divulgação SWU
Por questões de logística, fiquei na dúvida se iria ao terceiro dia do SWU 2011 até a última hora. Ainda bem que desisti de desistir. Porque teria perdido um show histórico do Sonic Youth: cerca de uma hora e dez minutos de experiência com as guitarras. Às vezes, três guitarras.
Os decanos do rock alternativo de NY entraram com dois baixos e duas guitarras.
Mas em muitas músicas, KimGordon(vestida com um vestido vermelho à la PJ Harvey) tocou guitarra.

Ninguém pode dizer que o sonic youth Thurston Moore não tem jeito de guitar hero... FOTO Marcos Hermes - Divulgação SWU
E foi uma aula de atonalismo, distorção, alavancas, ferramentas usadas como arco de violino, guitarras esfregadas contra amplificadores e até câmeras.
O batera Steve Shelley parecia se divertir muito com toda essa muralha de guitarras.
Talvez os grandes festivais não tenham visto shows doidos como esse desde o Nirvana, no Morumbi, no antigo Hollywood Rock. Por isso, divide opiniões. Teve gente que achou o máximo, teve quem odiou.
Esta Coluna achou espetacular. Talvez o ponto mais alto da noite – e olha que gostei muito dos shows do Megadeth, Alice in Chains e Faith No More também.
Tomara que não tenha sido o último show de Thurston Moore, Kim e cia distorcida!
Destaques (se é que podemos falar de destaques num show todo muito bom e coeso) para “Schizophrenia” (que Thurston apresenta como “Sister”, “Sugar Kane” e “Teenage Riot”!
Confira o setlist: Continue lendo
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Stone Temple Pilots @SWUBrasil, Paulínia, 14/11/2011. V de vitória!
Scott Weiland entrou no palco na maior estica, e de megafone, mandou “Crackerman” (confira o vídeo no site do Multishow), seguido por outros hits do STP, como “Wicked Garden” e “Vasoline”. Continue lendo
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“Cabeça Dinossauro”. 25 anos do discão dos Titãs.

“Cabeça dinossauro. Cabeça dinossauro. Cabeça. Pança de mamute. Espírito de porco. . .”
“Aa Uu. Aa Uu. Aa Uu”. . .
Gritos primais abrem o terceiro disco dos Titãs.
Falei aqui antes dos 25 anos de “Selvagem?”, dos Paralamas. Aproveito o finalzinho de 2011 para lembrar também do aniversário de “Cabeça Dinossauro”, o clássico do octeto paulista.
Ainda tem as porradas “Igreja”, de Nando Reis, “Polícia”, de Tony Bellotto, “Estado Violência”, de Gavin, “A Face do Destruidor”, de Paulo Miklos e Arnaldo Antunes, a própria “Porrada”, de Sérgio Britto e Arnaldo, “Tô Cansado”, de Branco Mello e Arnaldo, e “Bichos Escrotos”, de Britto, Nando e Arnaldo.
Tem “Família”, família ê, família á. . . de Bellotto e Arnaldo.
“Honem Primata”, de Britto, do saudoso Marcelo Fromer, Nando e do ex-titã Ciro Pessoa.
“Dívidas”, de Branco e Arnaldo.
E a saideira, “O Quê”, de Arnaldo.
Parece ou não parece uma coletânea, de tanta música boa? Continue lendo
Van-Halen.com !

A capa do novo disco do Van Halen – o primeiro álbum com Dave Lee Roth em 27 anos – está aí. “A Different Kind of Truth”. E o clip do primeiro single – tomara que o primeiro de muitos – você vê dentro do post: “Tattoo”. Continue lendo
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“Que a vida começasse agora…” – 27 anos do Rock in Rio I
Rio, 11 de janeiro de 1985. Seis da tarde na Cidade do Rock, montada especialmente para o festival. Com o show de Ney Matogrosso, começou o primeiro Rock in Rio. Algumas vaias, garrafas e bom repertório depois, entraram Pepeu Gomes, um dos maiores guitarristas brasileiros, e Baby Consuelo – ambos ex-Novos Baianos. E em seguida, veio o tremendão Erasmo Carlos. Nomes absolutamente respeitáveis, mas completamente deslocados num tarde/noite em que centenas de milhares de roqueiros queriam ver rock pesado. Com muito mais som, o Whitesnake arrebentou, talvez com sua melhor formação, na turnê do seu melhor disco, isso é certo, o “Slide It In”. No fim da noite, todo o peso do Iron Maiden - a donzela de ferro fez em 11/01/85 uma rápida escala no Rio e única na América do Sul da gigantesca turnê World Slavery Tour, que promovia o discaço “Powerslave“, um dos melhores do então quinteto. A megabanda de Freddie Mercury, Brian May, John Deacon e Roger Taylor fechou com ótimo rock de arena. O Queen ainda faria outra apresentação no Rock in Rio, como todos os demais artistas, exceto o Maiden. O Rock in Rio é tema de dois livros muito interessantes: Continue lendo
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Rival Sons
Sonzeira do segundo disco do quarteto californiano de blues rock. O Rival Sons me foi apresentado pelo pessoal do programa Rock Flu (saiba mais no FutPopClube). Pegada zeppeliniana! Continue lendo















Não é a primeira vez que uma noite de metal e hard rock num Rock in Rio arranca elogios de quem você menos espera. Lembro-me da ótima repercussão da 

















