Billy Corgan comandou um ataque furioso de guitarras, no encerramento do Lolla Brasil 2015. The Smashing Pumpkins, São Paulo, 29/02/2015.

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Foi um tanto estranho o começo do esperado show do quarteto Smashing Pumpkins, um dos maiorais do rock alternativo nos anos 90. No telão, a câmera só mostrava o baixista Mark Stoermer, que é bem na dele (depois de algumas músicas, a ‘programação’ voltou ao normal, ou seja, a banda toda foi mostrada: Billy na guitarra – e que guitarra – e voz. Jeff Schroeder na outra guitarra e o #monstro Brad Wilk na bateria). No telão do centro do palco, tudo escuro. Nenhum vídeo, nem um paninho com capas de disco. Como se fosse para mostrar. O negócio aqui é rock. Tudo o maios é frescura.

E o Billy Corgan, cara de poucos amigos, vai mandando clássico dos Pumpkins. “Cherub Rock”, numa versão mais pesada, “Tonight, Tonight” (um dos seis [!] singles de “Mellon Collie and the Infinite Sadness”), “Ava Adore”… mesmo as canções novas não deixaram a peteca cair. Mas sem dúvida foram as versões das músicas de 1993 e 1995, carregadas não só de peso, como de muito emoção, que fizeram deste showzaço arregaçador.

Foi na turnẽ do “Mellon Collie” que a formação clássica dos Pumpkins veio ao Brasil pela primeira vez, no último Hollywood Rock, em 1996 – na mesma noite escura de The Cure, White Zombie, Supegrass e Pato Fu. Impossível não se emocionar com a levada de “1979” ou a ira de “Bullet with Butterfly Wings”, quase que colada numa rifferama pesadíssima de guitarras que começa com o hino dos Estados Unidos. Continuar lendo “Billy Corgan comandou um ataque furioso de guitarras, no encerramento do Lolla Brasil 2015. The Smashing Pumpkins, São Paulo, 29/02/2015.”

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The Purple Album


Pois é, o Whitesnake de David 11025647_798922660190332_4488780855227399274_nCoverdale regravou pouco mais de uma dúzia de clássicos do Deep Purple. São da terceira e da quarta formações, as chamadas MK III e IV do Purple, com o Coverdale nos vocais e o baixista Glenn Hughes no baixo e vocais. Era uma fase mais suingada, cheia de soul, da pesada banda inglesa, que fez parte do triunvirato do hard rock, e querendo ou não, do heavy metal – ao lado do Led e do Sabbathzão velho de guerra!

“The Purple Album” abre com a a cover do arrasa-quarteirão “Burn”, tem também You Fool No One”, “Love Child”, “Sail Away”, “The Gypsy”, “Lady Double Dealer”, a dor de cotovelo “Mistreated”, “Holy Man”, a espetacular “Might Just Take Your Life”, “You Keep On Moving”, a balada “Soldier Of Fortune”, “Lay Down, Stay Down”e termina com essa regravação de “Stormbringer”. São 6 do disco “Burn”, 5 do “Stormbringer” e 2 do “Come Taste the Band” (que já não tinha Blackmore na guitarra, mas sim Tommy Bolin).Uma edição de luxo terá ainda como bônus mais duas covers desse último disco da MK IV:  “Lady Luck” e “Comin’ Home”, quatro clips e um making-of. Continuar lendo “The Purple Album”

Jack White fecha a primeira noite do Lollapalooza Brasil 2015

O guitar hero Jack White toca no Palco Skol do Lolla Brasil, das 21h15 às 23h do sábado 28 de março, no autódromo de Interlagos. Antes, Jack White baixa em Porto Alegre (24 de março, Pepsi on Stage).

Vai ser de arrebentar, como sugere o clip de”Lazaretto”,  dirigido por Jonas & François.

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Enfim, Van Halen em disco ao vivo com Dave Lee Roth!

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https://www.facebook.com/VanHalen

Aleluia!

Anote: 31 de março de 2015. Enfim, o Van Halen lança um disco ao vivo com o carismático vocalista Dave Lee Roth, de sua primeira e – perdão fãs de Sammy Hagar – melhor formação. Tokyo Dome Live in Concert” vai ter 23 músicas, incluindo muitas das favoritas da Coluna, como “Runnin’ With The Devil,” “Ain’t Talkin’ ‘Bout Love”, “Jamie’s Cryin’”, a cover de “You Really Got Me,” dos Kinks, “Eruption” (instrumental literalmente vulcânica de Eddie Van Halen, um dos maiores, melhores e mais criativos guitarristas de todos os tempos), “Dance The Night Away” (uau!), “Beautiful Girls” (oh yeah!), “And The Cradle Will Rock…”, “Everybody Wants Some!!”, “Unchained” (massa! abre o disco) e o hit “Panama” (festa!!!!). É uma respeitável coleção de riffs, solos da pá virada, e refrões pegajosos, como backing vocals meio angelicais da família VH (Eddie, o irmão Alex na batera e de uns 9 anos pra cá o filho Wolfgang no baixo, que já foi de Michael Anthony). E, claro, ainda tem algumas do último disco, “A Different Kind of Truth”.
Tokyo Dome Live in Concert” vai sair em CD duplo ou LP quádruplo (vinil de 180 gramas) e também em edições de luxo, incluindo versões remasterizadas do primeiro “Van Halen” (1978) e do “1984”.

Bem que poderiam vir ao Rock in Rio… Continuar lendo “Enfim, Van Halen em disco ao vivo com Dave Lee Roth!”

Faith No More e Slipknot voltam ao Rock in Rio. Alice Cooper e Joe Perry tocam com Johnny Depp!

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FNM 2015. FOTO: Dustin Rabin / divulgação

Mais nomes de peso foram confirmados na semana passada para o Rock in Rio 2015, que rola na Cidade do Rock, em 18, 19, 20, 24, 25, 26 e 27 de setembro.. O Slipknot – que já tocou no festival carioca em 2011 – vai ser o headliner de uma noite de metal. Certeza de muita porrada na orelha e um espetáculo visualmente impactante.unknown


Alice Cooper, o guitarrista Joe Perry (do Aerosmith) e o ator/produtor/músico Johnny Depp vão se apresentar juntos, como Hollywood Vampires, noutra noite peso-pesada, que vai ter Queens of the Stone Age e o headliner System of a Down.

O Faith No More, que foi a grande surpresa da segunda edição do festival, em 1991 (a única no Maracanã),  vai tocar na noite de metal, antes do Slipknot, e vem com disco novo na bagagem, “Sol Invictus” (depois de 18 anos, aleluia!). Ouça “Motherfucker” aqui.

E abaixo, lembre ou saiba como foi o showzaço aço aço do Maraca, em 20 de janeiro de 1991, com informações do arquivo do meu antigo fanzine, o “Headline”, número 3. Jim Martin na guitarra dava um toque sabbathico!

De ‘From Out of Nowhere’ à excelente versão de ‘War Pigs’, o Faith No More apresentou quase todas as músicas de ‘The Real Thing’ (‘Falling to Pieces’, ‘Epic’, ‘Zombie Eaters’, ‘The Real Thing’, ‘Underwater Love’, ‘Woodpecker from Mars’ e as faixas-extras do CD e K7, a cover do Sabbath e ‘Edge of the World’), mais três do ‘Introduce Yourself’ -a própria, a balada crescente ‘Crab Song’ e o funk pesado ‘We Care a Lot’, uma das que mais fez vibrar a plateia, ao lado de ‘Epic’, claro, e ‘Sweet Dreams’ (jingle da Nestlé!). O adocicado encore com ‘Easy’, dos Commodores de Lionel Richie (!) derreteu corações e mentes não convertidos, Destaques: a perfomance alucinada de Mike Patton e Bill Goulkd, ‘o’ baixista do Rock in Rio.” Fanzine “Headline”, nº3.

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“Slide It In” – o discão que o Whitesnake trouxe pro primeiro Rock in Rio.

slide it inTarde/noite de 11 de janeiro de 1985. Era a primeira noite do primeiro grande festival internacional no Brasil, que botou o país no circo mundial do rock. A massa roqueira não perdoou Ney Matogrosso e, um pouco menos, a dupla Baby e Pepeu. Escalar o ex-Secos e Molhados e dois ex-Novos Baianos para abrir (no mesmo palco) shows do Whitesnake, Maiden e Queen foi um grande erro do Rock in Rio, que aprendeu a lição. E o festival ainda não deu todo o som para o brasileiros, coisa que seria percebida facilmente nos primeiros acordes do show do Whitesnake.

A banda de David Coverdale (um ex-Deep Purple) veio ao Brasil na turnê do LP “Slide It In”, que teve pelo menos duas versões diferentes: a original, lançada na Inglaterra, com a dupla de ótimos guitarristas Micky Moody e Mel Galley; e a segunda, voltada pro mercado americano,com nova mixagem, ordem diferente, com algumas partes da guitarra de Micky Moody regravadas pelo louro John Sykes (Thin Lizzy, Tygers of Pan Tang) e o baixo de Colin Hodgkinson trocado pelo de Neil Murray.

A edição que tenho em mãos é um vinil, edição brasileira, com a mesma ordem e “time” da versão inglesa, a saber: Coverdale (voz), Micky Moody e Mel Galley nas guitarras, revezando nos solos; Colin Hodgkinson no baixo, Cozy Powell na bateria e outro ex-Purple mandando ver nos teclados: Jon Lord, que divide com Moody o solo de “Gambler” e brilha com seu Hammond em “All or Nothing”. Que luxo.

No finzinho de 2014, Coverdale lembrou dos 30 anos do discão, postando no Twitter a capa do programa oficial da turnê de 1984, já com uma formação diferente.

Noves fora os detalhes, é uma pérola do hard rock.
Rendeu nada menos do que 5 singles.
O primeiro, “Guilty of Love” tocou adoidado no Brasil. E olha que nem teve clip propriamente dito, assim como “Standing in the Shadow”, puro Whitesnake, e “Give Me More Time” os próximos compactos.

A gravadora EMI usou como “promo” a eletrizante perfomance de “Guilty of Love” no tradicional festival Monsters of Rock inglês, em Donington Park, 20 de agosto de 1983 – show que chegou a sair em VHS (!) no Brasil: “Whitesnake Live! Commandos”.

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Capa do vídeo VHS ‘Whitesnake Live! Commandos’, ao vivo em Donington, 1983!

Então, curta agora “Guylty of Love” ao vivo, com a formação que gravou “Slide It In”: Coverdale, Moody, Galley, Hodgkinson, Powell e o mestre Jon Lord, um tanto escondido na edição, é verdade, mas dá para ver sua cabeleira, seus óculos e seu inconfundível bigode.


Os vídeos dos dois hit singles seguintes rodaram bastante aqui. Continuar lendo ““Slide It In” – o discão que o Whitesnake trouxe pro primeiro Rock in Rio.”