Mundo Livre S/A | Samba Esquema Noise. Discão de 1994, relançado em vinil.

Ouvir vinil de novo é uma curtição. Ainda mais se for um discão como o de estreia da banda pernambucana Mundo Livre S/A – a mais benjoriana do movimento mangue bit. O título “Samba Esquema Noise” é uma referência e uma reverência a um clássico de Jorge Ben Jor, “Samba Esquema Novo”.

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O Mundo Livre lançou “Samba Esquema Noise” em 1994 pelo selo Banguela Records, uma parceria dos Titãs com Carlos Eduardo Miranda, que produziu o disco. A distribuição era da Warner. Agora, o petardo foi relançado em vinil pela Assustado Discos. Parte das bolachas em vinil amarelo. E o som tá bom pra caramba! Continuar lendo “Mundo Livre S/A | Samba Esquema Noise. Discão de 1994, relançado em vinil.”

Os filmes da mostra Midnight Música, no Festival do Rio 2014. Tem versão restaurada de “Os Reis do Iê Iê Iê”.

A cópia restaurada do cinquentão A Hard Day’s Night” (no Brasil, “Os Reis do Iê Iê Iê”), o primeiro longa-metragem dos Beatles, é o destaque da seleção musical do Festival do Rio, que vai até 8 de outubro. Sessões sábado, terça e quarta. Confira cinemas e horários aqui.
Para inveja do morador de Sampa,a mostra Midnight Música do festival carioca tem muito mais. As informações das sinopses foram tiradas do site do Festival do Rio.

  • American Interior – A Viagem de Gruff Rhys pela América. Gruff Rhys, fundador da banda Super Furry Animals, documenta sua turnê solo numa série de palestras pelo interior dos Estados Unidos, em 2012. Ele segue os passos de John Evans, seu conterrâneo, que também deixou o País de Gales em 1792 para descobrir se havia nativos ameríndios de língua galesa. Seleção oficial do SXSW 2014.
  • Beautiful Noise – A Era Shoegazer. Doc sobre o movimento de origem inglesa do final dos anos 1980 que revelou bandas como Cocteau Twins, The Jesus and Mary Chain e My Bloody Valentine. O movimento influenciou outras tantas bandas pelo mundo e tem em sua essência, além da introspecção contemplativa, camadas sobre camadas de guitarras que transcendem a harmonia convencional, mesmo no contexto da canção pop tradicional, e se tornam ruído bom.
  • David Bowie Is. O documentário com o mesmo nome da exposição do Victoria and Albert Museum de Londres, que também passou com sucesso pelo MIS, em SP,  parte da bem sucedida mostra para fazer uma jornada pelo universo mágico de Bowie e conta com convidados especiais, como os curadores do evento, Victoria Broackes e Geoffrey Marsh, o estilista japonês Kansai Yamamoto e o vocalista do Pulp, Jarvis Cocker.

Confira o post anterior, com fotos da expo David Bowie Is, no Museu da Imagem e do Som – SP.

  • Nick Cave – 20.000 Dias na Terra. O filme acompanha Cave por um dia fictício, entre o real e o imaginário, sessões de análise, encontro com músicos, dirigindo seu carro para passageiros especiais, falando do presente e do passado, enquanto busca por inspiração. Uma chance única de conhecer o processo criativo de um dos músicos mais inventivos de nosso tempo. Dirigido pela dupla de artistas visuais Iain Forsyth e Jane Pollard. Exibido no Sundance Film Festival e no Festival de Berlim 2014.
  • Procurando Fela Kuti. Doc sobre o músico nigeriano, criador da revolução cultural do afrobeat, cuja apropriação da cultura pop negra norte-americana deflagrou uma arte que vai além da música, da dança, da performance e da política. O filme reúne depoimentos de colaboradores e descendentes de Fela, além de imagens de arquivo de shows. Exibido no Sundance Film Festival 2014.
  • Pulp – Vida, Morte e Supermercados. A atração é a banda inglesa Pulp, que celebrou 35 anos de carreira em um show registrado em sua cidade natal, Sheffield. Exibido no SXSW 2014.
  • Que Caramba é a Vida. Documentário alemão sobre a tradição dos mariachis na Cidade do México, por dentro da exuberante cultura mexicana e da vida de alguns músicos, sobretudo de um grupo de mulheres de idades distintas que, por atuarem como artistas de rua, sofrem o preconceito desse universo predominantemente masculino.Da diretora Doris Dörrie (Hanami – Cerejeiras em flor), o filme foi exibido no SXSW 2014.
  • Sobre Björk, são duas atrações:

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Picassos Falsos | Supercarioca, 25 anos.

“A Suderj informa”…

Picassos Falsos FOTO Felipe Diniz
Picassos Falsos FOTO Felipe Diniz

Estreou neste fim de semana o rock doc sobre os 25 anos do segundo disco da banda carioca Picassos Falsos,  Supercarioca”, de 1988, um disco “cult”, para usar uma palavra bem anos 80. Sua mistura de rock + funk + ritmos brasileiros, como samba,afoxé, maracatu, baião etc pode não ter vendido muito, mas influenciou geral. Para o documentário “Supercarioca – 25 anos”, coprodução da gravadora Deck com o Canal Brasil, com direção de Otavio Sousa, o vocalista Humberto Effe, o guitarrista Gustavo Corsi, o baixista Romanholli e o batera Abílio Rodrigues entraram no estúdio Tambor e regravaram todas as canções do álbum. O material pode ser curtido no documentário, entre um depoimento e outro, e em breve será lançado em versão digital pela Deck (clique aqui para acompanhar). O disco original foi lançado pelo selo Plug (da multinacional BMG), que lançava bandas brasileiras.

O Canal Brasil passa “Supercarioca – 25 anos” de novo neste domingo, das 15h às 16h20.

Veja o trailer aqui. Continuar lendo “Picassos Falsos | Supercarioca, 25 anos.”

“A Farra do Circo”

Circo Voador na Lapa 1985 Foto de Marcio RM / A FARRA DO CIRCO / Divulgação
Circo Voador na Lapa
1985
Foto de Marcio RM / A FARRA DO CIRCO / Divulgação

IMG_20140803_011818“A Farra do Circo, documentário de Roberto Berliner e Pedro Bronz sobre o Circo Voador, estreou em cinemas cariocas e paulistanos em maio. Infelizmente, perdi no lançamento. Pra minha sorte, o doc que se define como “um filme sobre uma geração voadora”, está em cartaz no canal Now, da Net (R$ 9,99).

O filme é todo baseado em material de arquivo, sem aquelas entrevistas novas comuns nos documentários, e consegue contar de maneira atraente a história do Circo, o começo no Arpoador, em 1982, a mudança para a Lapa, a excursão ao México durante a Copa do Mundo de 1986.

E são históricos os números musicais desse rico acervo, de Asdrúbal Trouxe o Trombone ao saudoso Celso Blues Boy, passando pelo Barão Vermelho (com Cazuza), Caetano, Gil, Paralamas, Brylho (com o hit “Noite do Prazer”), a Blitz…

Bom registro de uma galera que preferia fazer em vez de ficar só reclamando.

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Nação Zumbi no Cine Joia (SP)

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A seção #flyer informa: a banda Nação Zumbi baixa no Cine Joia (centro de São Paulo) em 15 de agosto, na verdade já na madruga de sexta para sábado, para o show de lançamento em vinil do seu primeiro trabalho de inpesitas em 7 anos. O #discão “Nação Zumbi” – que a Coluna já está curtindo em CD.
Os fãs do #mangue podem esperar novidades como as sensacionais “Foi de Amor”, “Cicatriz“, “Um Sonho“,“A Melhor Hora da Praia”, “O Que Te Faz Rir”, além de hits como  “Meu Maracatu Pesa Uma Tonelada” e, claro, clássicos dos discos de Chico Science & Nação Zumbi, como “Manguetown” e “Rios, Pontes e Overdrives”.

FOTO Vitor Salerno DIVULGAÇÃO
FOTO Vitor Salerno DIVULGAÇÃO

Formação:

  • Jorge Du Peixe (vocal),
  • Pupillo (bateria),
  • Dengue (baixo),
  • Lucio Maia (guitarra),
  • Toca Ogan (percussão),
  • Gilmar Bola 8, Da Lua e Tom Rocha (tambores)

Os ingressos estão a venda em cinejoia.tv/ingressos. Servição dentro do post. Continuar lendo “Nação Zumbi no Cine Joia (SP)”

Trio Elétrico Armandinho, Dodô e Osmar

Tinha gente com camisa do Bahia no bairro paulistano do Ipiranga (Armandinho é tricolor de aço e toca o hino do clube na guitarrinha baiana) nesta sexta-feira. O Trio Elétrico Armandinho, Dodô e Osmar balançou o chão da praça, ou melhor, do ginásio do Sesc Ipiranga. O trio é projeto solo dos irmãos Armandinho, Aroldo, André, Betinho e Gabriel Macêdo. E em 2014 comemora 40 anos do primeiro registro em vinil de um trio elétrico (o LP “Jubileu de Prata”, 1974, o primeiro dos 16 discos do trio até agora).

No show que só durou 1h30 porque tinha que acabar às 22h30, o mestre da guitarra baiana e seus irmãos mandaram ver canções de Moraes Moreira, como “Vassourinha Elétrica” e “Pombo Correio” e “Chão da Praça”..

Parcerias de Armandinho e Fausto Nilo, como “Zanzibar”, clássico da Cor do Som…

No show da véspera, Margareth Menezes foi a convidada dos Macêdo. Neste que a Coluna de Música teve o prazer de curtir, outra convidada especial: Márcia Castro.

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Com a bela voz de Márcia Castro, o grupo lembrou um clássico dos Novos Baianos: “Preta Pretinha”, que também rolou no show do Moraes. Pena que a acústica de ginásios não seja lá muito legal. Prejudica muito para curtir a voz.

O Trio Elétrico mandou também “Viva Dodô e Osmar”, mais o hino de boas vindas a Salvador, o coração do Brasil, a melô da pequena “Eva” e “Chame Gente”
O chão do Sesc virou Campo Grande.DSC03972

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