Ira! em vinil


A gravadora Polysom, especializada em “bolachas finas”, ou melhor, de 180 gramas, relança neste mês de fevereiro três LPs do começo da discografia da banda paulista Ira!: “Mudança de Comportamento”, “Vivendo e Não Aprendendo” e “Psicoacústica”. É a série Clássicos em Vinil.

Bom lembrar que em 2014 Nasi e Edgard Scandurra voltaram a fazer shows juntos, na Tour Núcleo Base, que a Coluna pegou em fevereiro/2015.

IRA! 2014. FOTO: divulgação
Scandurra e Nasi em 2014. FOTO: divulgação.

Mais sobre os relançamentos do Ira! ?
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“Slide It In” – o discão que o Whitesnake trouxe pro primeiro Rock in Rio.

slide it inTarde/noite de 11 de janeiro de 1985. Era a primeira noite do primeiro grande festival internacional no Brasil, que botou o país no circo mundial do rock. A massa roqueira não perdoou Ney Matogrosso e, um pouco menos, a dupla Baby e Pepeu. Escalar o ex-Secos e Molhados e dois ex-Novos Baianos para abrir (no mesmo palco) shows do Whitesnake, Maiden e Queen foi um grande erro do Rock in Rio, que aprendeu a lição. E o festival ainda não deu todo o som para o brasileiros, coisa que seria percebida facilmente nos primeiros acordes do show do Whitesnake.

A banda de David Coverdale (um ex-Deep Purple) veio ao Brasil na turnê do LP “Slide It In”, que teve pelo menos duas versões diferentes: a original, lançada na Inglaterra, com a dupla de ótimos guitarristas Micky Moody e Mel Galley; e a segunda, voltada pro mercado americano,com nova mixagem, ordem diferente, com algumas partes da guitarra de Micky Moody regravadas pelo louro John Sykes (Thin Lizzy, Tygers of Pan Tang) e o baixo de Colin Hodgkinson trocado pelo de Neil Murray.

A edição que tenho em mãos é um vinil, edição brasileira, com a mesma ordem e “time” da versão inglesa, a saber: Coverdale (voz), Micky Moody e Mel Galley nas guitarras, revezando nos solos; Colin Hodgkinson no baixo, Cozy Powell na bateria e outro ex-Purple mandando ver nos teclados: Jon Lord, que divide com Moody o solo de “Gambler” e brilha com seu Hammond em “All or Nothing”. Que luxo.

No finzinho de 2014, Coverdale lembrou dos 30 anos do discão, postando no Twitter a capa do programa oficial da turnê de 1984, já com uma formação diferente.

Noves fora os detalhes, é uma pérola do hard rock.
Rendeu nada menos do que 5 singles.
O primeiro, “Guilty of Love” tocou adoidado no Brasil. E olha que nem teve clip propriamente dito, assim como “Standing in the Shadow”, puro Whitesnake, e “Give Me More Time” os próximos compactos.

A gravadora EMI usou como “promo” a eletrizante perfomance de “Guilty of Love” no tradicional festival Monsters of Rock inglês, em Donington Park, 20 de agosto de 1983 – show que chegou a sair em VHS (!) no Brasil: “Whitesnake Live! Commandos”.

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Capa do vídeo VHS ‘Whitesnake Live! Commandos’, ao vivo em Donington, 1983!

Então, curta agora “Guylty of Love” ao vivo, com a formação que gravou “Slide It In”: Coverdale, Moody, Galley, Hodgkinson, Powell e o mestre Jon Lord, um tanto escondido na edição, é verdade, mas dá para ver sua cabeleira, seus óculos e seu inconfundível bigode.


Os vídeos dos dois hit singles seguintes rodaram bastante aqui. Continuar lendo ““Slide It In” – o discão que o Whitesnake trouxe pro primeiro Rock in Rio.”

Mundo Livre S/A | Samba Esquema Noise. Discão de 1994, relançado em vinil.

Ouvir vinil de novo é uma curtição. Ainda mais se for um discão como o de estreia da banda pernambucana Mundo Livre S/A – a mais benjoriana do movimento mangue bit. O título “Samba Esquema Noise” é uma referência e uma reverência a um clássico de Jorge Ben Jor, “Samba Esquema Novo”.

cópia de Capa-Vinil---Mundo-livre-SA
O Mundo Livre lançou “Samba Esquema Noise” em 1994 pelo selo Banguela Records, uma parceria dos Titãs com Carlos Eduardo Miranda, que produziu o disco. A distribuição era da Warner. Agora, o petardo foi relançado em vinil pela Assustado Discos. Parte das bolachas em vinil amarelo. E o som tá bom pra caramba! Continuar lendo “Mundo Livre S/A | Samba Esquema Noise. Discão de 1994, relançado em vinil.”

Picassos Falsos | Supercarioca, 25 anos.

“A Suderj informa”…

Picassos Falsos FOTO Felipe Diniz
Picassos Falsos FOTO Felipe Diniz

Estreou neste fim de semana o rock doc sobre os 25 anos do segundo disco da banda carioca Picassos Falsos,  Supercarioca”, de 1988, um disco “cult”, para usar uma palavra bem anos 80. Sua mistura de rock + funk + ritmos brasileiros, como samba,afoxé, maracatu, baião etc pode não ter vendido muito, mas influenciou geral. Para o documentário “Supercarioca – 25 anos”, coprodução da gravadora Deck com o Canal Brasil, com direção de Otavio Sousa, o vocalista Humberto Effe, o guitarrista Gustavo Corsi, o baixista Romanholli e o batera Abílio Rodrigues entraram no estúdio Tambor e regravaram todas as canções do álbum. O material pode ser curtido no documentário, entre um depoimento e outro, e em breve será lançado em versão digital pela Deck (clique aqui para acompanhar). O disco original foi lançado pelo selo Plug (da multinacional BMG), que lançava bandas brasileiras.

O Canal Brasil passa “Supercarioca – 25 anos” de novo neste domingo, das 15h às 16h20.

Veja o trailer aqui. Continuar lendo “Picassos Falsos | Supercarioca, 25 anos.”

Record Store Day 2014.

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Lá fora, este 19 de abril de 2014 foi uma festa para quem gosta de vinil. Record Store Day, o dia da loja de disco, celebrado com a chegada às prateleiras internacionais de centenas de raridades e lançamentos. Confira alguns.

 

Confira os clips aqui e como foi o showzão da banda no Lolla BR neste link.1795229_10152283658505600_1017587592_o

E tem mais! Relançamentos. Continuar lendo “Record Store Day 2014.”

“Da Lama ao Caos”. 20 anos do discão de Chico Science & Nação Zumbi.

9 de abril de 1994.
O selo Chaos, da Sony Music, lançava um disco que pode não ter vendido tanto assim, mas marcou época na cena brasileira.
chico science
O #discão “Da Lama ao Caos”, estreia de Chico Science e Nação Zumbi, foi o sonoro manifesto de lançamento do mangue bit (ou mangue beat). 13 músicas muito boas, que são curtidas até hoje nos shows da Nação, como o do último sábado, no palco Interlagos do Lollapalooza Brasil 2014.

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Foi um maracatu (atômico) de tiro certeiro. Continuar lendo ““Da Lama ao Caos”. 20 anos do discão de Chico Science & Nação Zumbi.”

Soungarden 5.0 | “Down on the Upside”.

http://soundgardenworld.com/album/down-on-the-upside/
soundgardenworld.com/album/down-on-the-upside/

Duas ou três músicas do quinto CD do Soundgarden rolaram nos shows sul-americanos antes do deste domingo aqui em São Paulo, no Lolla Brasil. “Down on the Upside”, de 1996, é um disco de alto nível, ousado, embora sem um hit urgente, impactante, como “Outshined” ou a autêntica caixinha de singles que foi o “Superunknown“. As influências, do grunge à la Mudhoney – bem ‘um, dois, três, quatro’ e lá vem um rock rápido como um Fórmula 1- dos andamentos à la Sabbath, e cada vez mais do Led, ganham a companhia até do rock progressivo, de Floyd.

Rendeu quatro singles:

  • Pretty Noose
  • Burden in My Hand
  • Blow Up The Outside World
  • O quarto single, “Ty Cobb”, não teve clip, mas é outra faixa REC -para gravar, baixar, curtir, compartilhar… É quase um punk rock em que o vocal Chris Cornell e o baixista Ben Shepherd vão de bandolim e mandola. Sensacional.

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Soundgarden 4.0: “Superunknown”. Discão de 1994.

http://soundgardenworld.com/album/superunknown/
http://soundgardenworld.com/album/superunknown/

Na turnê do Soundgarden pela edições do Lollapalooza no Cone Sul, estão rolando uma sete músicas do espetacular “Superunknown”, o quarto álbum do quarteto.
Pudera. Rendeu logo uma caixa de singles. Cinco. Todos presentes nos shows de Santiago e  B.Aires, provavelmente em S.Paulo também.

Faixas REC, para gravar, baixar, curtir, compartilhar? Melhor fazer um faixa a faixa. Lá pela faixa 94 o disco fica chato… Risos!

  • LET ME DROWN. Começa o show do batera Matt Cameron. Na perna sul-americana da atual turnê, ele é substituído por Matt Chamberlain.
  • MY WAVE. Quarto single.
  • FELL ON BLACK DAYS. Que levada! Quinto single.
  • MAILMAN. Olha aí a influência sabbathica de que tenho falado nessa série de posts.
  • SUPERUNKNOWN
  • HEAD DOWN
  • BLACK HOLE SUN. Terceiro single.
  • SPOONMAN. Primeiro e espetacular single. Matt quebrando tudo.
  • LIMO WRECK. E tem gente do metal que não liga pro Soundgarden por causa do rótulo grunge… Esqueça o rótulo e ouça o som.
  • THE DAY I TRIED TO LIVE. Segundo single
  • KICKSTAND
  • FRESH TRENDRILS. E não foi single essa maravilha?
  •  4TH OF JULY. Outro de andamento que lembra a boa influência do Sabbath.
  • HALF. Outras boas influências, como Beatles e Led também são bem percebidas nesse discão.
  • LIKE SUICIDE. Está nos shows do Lolla 2014 pela América do Sul.

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Soundgarden 3.0: “Badmotorfinger”. Discão do glorioso ano de 1991.

badmotorfinger
Cinco músicas do show do Soundgarden que encerrou o Lollapalooza Chile 2014 saíram do terceiro disco do quarteto. 1991. Espetacular ano para o rock, com discaços como “Nevermind“, “Achtung Baby”,  o álbum preto do Metallica, “Out of Time“, “Blood Sugar Sex Magik“, “Use Your Illusion“, “Screamadelica“, “Ten” etc etc etc. E  “Badmotorfiger“!

Peso – muito peso -, mais velocidade, riffs animais a dar com pau, uma cozinha campeã formada por Matt Cameron e a estreia de Ben Shepherd, os vocais mais viscerais que Chris Cornell poderia fazer e uma produção que passou por um banho de loja em comparação com “Ultramega OK” e “Louder than Love”.

É um disco pra ouvir no talo, que dá vontade de tocar air guitar, air bass, air drums… E rendeu nada menos que 4 singles.

O primeiro, “Room a Thoudand Years Wide”, pela Sub-Pop, selo seminal da cena grunge de Seattle.
Depois, a demolidora “Jesus Christ Pose”. Clip bem rodado aqui.


O segundo promoveu o sucesso “Outshined”.

Por fim, o peso e  a velocidade da sabbathica abertura,  “Rusty Cage”. “Rusty Cage” e “Jesus Christ Pose” eram campeãs no programa de metal, o saudoso Fúria.

Badmotorfiger” marcou a estreia do baixista Ben Shepherd nos discos do Soundgarden, que tinha o vozeirão de Cornell, os riffs demolidores de Kim Thayil e o batera Matt Cameron, que hoje se divide entre Soundgarden e o Pearl Jam. Na turnê sul-americana, que inclui o Lollapalooza Chile, Argentina e Brasil, o batera está sendo substituído por um xará: Matt Chamberlain.

Ben Sheperd substitui Hiro Yamamoto. Matt, Chris e Kim, em foto do encarte do discão #Badmotorfinger.
Ben Shepherd (substituiu Hiro Yamamoto), Matt, Chris e Kim, em foto do encarte do CD.

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#Discão: Koko Taylor, “Force of Nature” (Alligator Records, 1993).

koko taylor
A Coluna aproveita o Dia Internacional da Mulher para lembrar de uma grande blueswoman, Koko Taylor (1928-2009). A rainha do blues era uma “63 Year Old Mama” quando compôs três das 14 músicas do CD “Force of Nature”, que o ótimo selo de blues Alligator Records lançou no glorioso ano de 1993.

Queen of the Blues solta a voz rouca em várias faixas REC – essas são para gravar, baixar, ouvir, curtir, compartilhar:

  • Mother Nature, de Little Milton, com canja de Carey Bell na gaita.
  • If I Can´t Be First, rasgado clássico de Ike e Tina Turner.
  • Hound Dog, dedicada a Elvis e Big Mama Thornton.
  • Born Under a Bad Sign, clássico do repertório de Albert King, em dueto com o carismático Buddy Guy (guitarra e vocais)
  • Fish in Dirty Water, baladona bluesy dor de cotovelo.
  • Tit for Tat, balanço com arranjo de metais por Gene Barge.
  • Nothing Takes the Place of You, emotiva balada soul de Toussaint McCall e Alan Robinson.

Noves fora os convidados especiais, Koko Taylor contou com uma #bandaça em “Force of Nature”:

  • Criss Johnson, na guitarra-solo, com estilo entre BB King e Buddy.
  • Calvin “Vino” Louden, na outra guitarra. Sola (e bem) na camisa 10 ´Tit for Tat´e em ´Greedy Man´.
  • Jeremiah Africa, nos teclados.
  • Jerry Murphy, baixo.
  • E na bateria… o ótimo Ray ´Killer´ Allison (que já vi #quebrando tudo em show de Buddy Guy) ou Brady Williams.

Uau! Ganha a tag #discão, e você pode ter um gostinho no site da Alligator Records (clique aqui.)