“Paco de Lucía – La Búsqueda”. Um banho de Espanha, de Andaluzia, de guitarra flamenca, de música.

“Paco de Lucía – La Búsqueda”. Um banho de Espanha, de Andaluzia, de guitarra flamenca, de música.

Que lindo tributo de um filho ao pai é este documentário. Gracias, Curro Sánchez, por “Paco de Lucía – La Búsqueda”, atração do festival In-Edit ~Brasil (2015), que já lotou duas vezes o CineSesc, uma das melhores salas de São Paulo. Passa ainda no próximo sábado, 11 de julho, às 18 h, na Cinemateca (sala BNDES). Duas filhas do primeiro casamento de Paco (Casilda Varela), também estão na equipe: Casilda, coroteirista, e Lucía, produtora executiva.

11406729_838045036242878_6461046450793831573_n (1)Os filhos já estavam rodando a película, quando Paco morreu do coração, em Cancún, no começo de 2014, com 66 anos de vida bem vivida (tinha parado de fumar pouco antes). E resolveram concluir o filme, que é emocionante. Com riquíssimo material de arquivo, depoimentos do próprio Paco em sua casa em Mallorca e de outros músicos,La Búsqueda” conta como surgiu a relação de amor entre Francisco Sánchez Gómez e a guitarra flamenca, numa família de apaixonados pela música de Algeciras, na quente Andaluzia.

E por que Paco de Lucía?

Paco é apelido de Francisco na Espanha. A mãe dele se chamava Luzia (portuguesa), então, as pessoas tinham o hábito de falar “Paquito de Lucía”. Ficou. As dificuldades da família, as apresentações ao lado do irmão, Pepe de Lucía, a turnê com o bailarino José Greco, a influência de Niño Ricardo, depois a lição de Sabicas (algo como “não adianta só tocar músicas dos outros, o guitarrista tem que compor suas próprias canções”), o primeiro disco-solo (“La Fabulosa Guitarra de Paco de Lucía”), a introdução do cajón na música espanhola, a formação do sexteto de Paco (um dream team da música flamenca), o flerte com o jazz ao lado de John McLaughlin, Larry Coriel /  Al Di Meola (o Guitar Trio), a rejeição dos puristas, a mania de perfeccionismo… está tudo aqui. Um documentário que tem ritmo, toca com velocidade, sem perder jamais o sentimento. Como Paco. Olé!

facebook.com/pacodelucialabusqueda/
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Dentro do post, o cartaz do filme, que já foi lançado em DVD na Espanha (vem com 2 CDs, faixas remasterizadas, da trilha sonora escolhida pessoalmente por Paco, durante a produção do filme, em ordem cronológica, para mostrar a evolução do mago da guitarra flamenca).
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Sharon Jones & The Dap-Kings em maio! #wewantsharon

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A jazz + funk + soul sister Sharon Jones e a bandaça The Dap-Kings voltam a #Sampa em maio, para um show na casa noturna HSBC Brasil. Vai ser no dia 28, às 22h. Os ingressos representam aquela costumeira “facada”, infelizmente. Pra ter ideia, a meia-entrada mais barata custa 95 reais. Ou seja, quem não esse benefício tem que pagar 190 reais. Mas também, com o dólar nas alturas…

  • Será que desta vez não pinta um show de graça ou mais popular de Sharon Jones & The Dap-Kings, como foi no parque do Ibirapuera, no finzinho do outono de 2011? Confira aqui.

1779845_10152298275923917_3554614999631930481_nÉ uma pena, porque a diva do Brooklyn, NY, e os Dap-Kings fazem um showzão que todos os brothers que gostam de funk, soul, R&B e jazz certamente gostariam de curtir.

O concerto  ainda faz parte da turnê do disco “Give The People What They Want”. Curta aqui o clip em animação do primeiro balanço do CD e LP, “Retreat!“.

A banda The Dap-Kings, que acompanha Sharon Jones, trabalhou no estúdio com Amy Winehouse em metade do discão “Back to Black” e em shows da saudosa cantora inglesa.

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‘Paco de Lucía: la búsqueda’

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O mundo da música perdeu Francisco Sánchez Gómez, o Paco de Lucía, em fevereiro de 2014. Ainda em 2015, o fã brasileiro pode ter oportunidade de ver um documentário dirigido por Curro Sánchez Varela, filho do mago da guitarra flamenca que também pesquisou o jazz. Paco de Lucía: La Búsqueda estreou no tradicional festival de cinema de San Sebastián e já passou fora no Canal Plus, coprodutor do filme. Duas filhas de Paco também estão na equipe: Casilda Varela, coroteirista, e Lucía Sánchez, coprodutora.

Os filhos já estavam fazendo o doc, e decidiram terminar o filme depois da morte de Paco, em 25 de fevereiro do ano passado. Segundo a Ilustrada (Folha de São Paulo, sábado), Paco de Lucía: La Búsqueda vai passar no Festival do Rio, no segundo semestre. Antes, abre o In-Edit Brasil -n festival internacional do documentário musical. Sampa, primeiro de julho.Tem 95 minutos e chega com um Prêmio Goya de melhor documentário na bagagem.
* Cinesesc, 01/07, 20:30h

* Cinesesc, 04/07, 21h

* Cinemateca Sala BNDES, 11/07, 18h
Enquanto isso, mate a saudade neste eletrizante trailer.
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Chega de Saudade. Trio Jobim e Ron Carter, Sesc Pompeia, São Paulo, 11/04/2014.

Ron Carter no Sesc
Ron Carter no Sesc

Nem bem passou o  furacão Lollapalooza, o fim de semana começou muito bem, mas ao som de jazz e bossa nova. O contrabaixista do quinteto de Miles Davis nos anos 60, Ron Carter, se apresentou nesta semana no Brasil ao lado do Trio Jobim. Paulo Jobim (voz e violão), Alfredo Cardim (piano) e Paulo Braga (bateria). A Coluna teve o prazer de assistir ao segundo show no teatro do Sesc Pompeia, na sexta-feira.

Trio Jobim e Ron Carter
Ron Carter com o trio: Alfredo Cardim, Paulo Braga e Paulo Jobim.

Ron Carter gravou alguns discos (“Wave”, “Stone Flower”, “Urubu”) com o pai de Paulo, Tom Jobim, o homenageado da noite. Em dezembro, faz 20 anos da morte do maestro.

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Músicas desses discos, como “The Red Blouse”, “Wave” e composições de Ron Carter (como “Ah, Rio” e “Saudade”) brilharam no repertório. O show começou com “Surfboard” (de Tom) e no finalzinho teve “Chega de Saudade” (parceria de Tom e Vinicius), marco zero da bossa nova. Ron Carter também fez um solo de baixo. No trio, destaque especial para o baterista Paulo Braga, que acompanhou Tom Jobim por muitos anos.DSC03824 Continuar lendo “Chega de Saudade. Trio Jobim e Ron Carter, Sesc Pompeia, São Paulo, 11/04/2014.”

Um solo de #guitarra para Francisco Sánchez Gómez. Paco de Lucía.

paco
Capa do primeiro disco solo de Paco de Lucia

O mundo lamenta a morte de um mago do flamenco. A fabulosa guitarra (violão, em espanhol) de Paco de Lucía (1947-2014) conquistou quem gosta da música popularíssima nos #tablaos da Andaluzia e dos concertos de virtuoses do violão e da guitarra, nos palcos dos shows e festivais de jazz do mundo. Como nos discos e nos shows com o trio formado por Paco, Al Di Meola e John McLaughlin.

Minuto de silêncio, sim.

E muitos minutos de solo de Paco de Lucia, como na rumba “Entre Dos Aguas”. Clássico!


Toque em paz, Paco!
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Clássicos em Vinil: Banda Black Rio, “Maria Fumaça” (1977)

Capa com Selo - Black Rio - Maria Fumaça (2)
Samba + funk + jazz + soul. Não importa a ordem. O primeiro LP da Banda Black Rio é espetacular. Da faixa 1 do lado A, que empresta o nome à bolacha, “Maria Fumaça” (tema de abertura de “Locomotivas”, uma divertida novela das sete escrita pelo são-paulino Cassiano Gabus Mendes, no ar de ), até a quinta do lado 2, é altamente indicado de quem gosta de música para dançar – toda instrumental, uma beleza. É tiro e queda numa pista de dança, numa festinha.

Falo em faixa 1 do lado A e 5 do lado 2 porque esse #discão foi relançado em LP há um certo tempo na série Clássicos em Vinil, da Polysom, em caprichada edição. Curta a ilustração abaixo.

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Bixiga 70 em Pinheiros

Ótimo show no meio do feriadão da banda paulistana Bixiga 70, que leva um maneiríssimo afrobeat. Slide-show abaixo e depois, o setlist.

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O Bixiga 70 é formado por :

Confira o setlist do show baseado nos dois primeiros discos do Bixiga dentro do post.
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