Moraes Moreira, Sesc Ipiranga, 23/04/2014.

DSC03947Foi uma superquarta para Moraes Moreira e sua animada banda (Jorginho Gomes na bateria; Meninão no acordeon; Marcos Moletta nas guitarras; Jô Reis na percussão e Augusto no baixo). Eles deram dois shows, um às quatro da tarde e outro às nove da noite, que a Coluna teve o prazer de acompanhar. Uma hora e meia de show, hein?

Saca só o setlist (aproximado)

Deu pra perceber que o ginásio do Sesc Ipiranga viveu momentos de carnaval em pleno outono, não? Um belo show, alto astral, pra cima, com o melhor de “Acabou Chorare”, discão dos Novos Baianos, sons do ótimo disco “A Revolta dos Ritmos”, de 2012, e clássicos, muitos clássicos da música popular baiana e brasileira, alguns que fizeram sucesso nas vozes de Gal Costa e Pepeu Gomes.

Maneiríssima esta guitarrinha baiana à lá “Flying V” do Marcos Moletta…

 

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Marcos Moletta: guitarras

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Armandinho e o Trio Elétrico de Dodô & Osmar.

Coluna de Música + Fut Pop Clube

Armandinho

… Vamos conquistar mais um tento… Bahêa, Bahêa, Bahêa!

É o jeito como a torcida do tricolor de aço canta o hino do Bahia, de autoria de Adroaldo Ribeiro Costa.
Arrasa-quarteirão que abre este LP, o terceiro disco do trio elétrico Armandinho, Dodô & Osmar, lançado em 1977, um achado recente em vinil num sebo de Pinheiros, em São Paulo (saca o filme “Durval Discos”? É por ali…).

Armandinho, filho de Osmar, criador dos trios elétricos com Dodô, é Bahia, como Moraes Moreira, que canta, compõe e também toca guitarra no disco.

Que delícia de som dessa guitarrinha baiana!Ainda tem clássicos do frevo de Jabob Bittencourt, Nelson Ferreira, Levino Ferreira…  Continuar lendo “Armandinho e o Trio Elétrico de Dodô & Osmar.”

Virada Cultural 2013

17 de maio de 2013
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Está em Sampa neste fim de semana? Qual é a sua? Rock? Pop? MPB? Sama? Chorinho? Música eletrônica? Reggae? Rap? Soul? Forró? Humor? Dança? Teatro? Cinema? Alguma coisa deve te interessar na gigantesca programação da Virada Cultural paulistana, que começa neste sábado, atravessa a madrugada e invade o domingo. Continuar lendo “Virada Cultural 2013”

Moraes Moreira | A Revolta dos Ritmos

  • Vigésimo-oitavo disco-solo do “eterno camisa 8” dos Novos Baianos, contando os LPs em que tabelou com o nosso guitar hero Pepeu Gomes.
BiscoitoFino.com.br
BiscoitoFino.com.br

Gostaria de aproveitar as últimas horas de Carnaval 2013 para falar de um disco de 2012 que queria comentar há muito tempo. A Revolta dos Ritmos (gravadora Biscoito Fino), o “mais recente” de Moraes Moreira, como prefere o cantor e compositor, com aval dos fãs.

Fã que já conhece a história: Moraes quis fazer um disco só de samba, mas o baião ficou enciumado, o xote deu pinote a fim de confusão, o rock falou mais alto, o afoxé deu um toque, o maracatu o chamou de cafona etc etc etc. Brincadeiras à parte da divertida letra da canção Revolta dos Ritmos, a verdade é que essa salada de Moraes resultou num excelente álbum, que embora ainda recente, merece aqui na Coluna a tag #Discão.

Fico imaginando que devem ter bombado no Carnaval de Salvador a terceira música, “Raças e Religiões”, e a última, “A Praça, o Povo e o Poeta”, que nasceram prontas para elétricos trios, com shows de guitarra. Alexandre Meu Rei e Davi Moraes esbanjam riffs (frases) e solos de guitarra, nessas duas canções de astral alto. Sem dúvida, faixas REC, que você tem que conhecer, ouvir, baixar, gravar, compartilhar… como quase todas dessa revolta de ritmos e poesia do grande Moraes Moreira.

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O mangue bit do Mundo Livre S/A

capa_mundo_livre_saCarnaval na obra. Ou melhor, no Sesc Santana. O Mundo Livre S/A traz o nosso, o seu, o Meu Esquema para Sampa durante o carnaval. Músicas do último CD, ‘Novas Lendas da Etnia Toshi Babaa’ (Coqueiro Verde Records) e clássicos da histórica banda do mangue bit – uma das favoritas da Coluna. Sábado, às 21h. Domingo, segunda e terça, às 18h, no Sesc Santana (informações aqui). Boa opção para quem fica em São Paulo!  Continuar lendo “O mangue bit do Mundo Livre S/A”

Jazz Sinfônica + Moraes Moreira, Auditório Ibirapuera, 26/10/2012. Clássico Popular + Popular Clássico.


Quando você gosta de uma banda, de um cantor, de um músico, é mais ou menos como a relação com o time de coração: você não vai a um jogo só do seu time e se conforma. Você quer ir ao máximo de jogos. O Moraes Moreira virou esse tipo de músico pra mim. Tem show, tá na área? Quero ver!
O desta noite foi um maravilhoso concerto como convidado da Jazz Sinfônica, que faz a série “Jazz +”, no Auditório Ibirapuera.
No começo do programa, três músicas só com a orquestra, valorizando a ‘prata da casa’ -ou seja, um músico da Jazz Sinfônica compõe, faz o arranjo ou o solo. Depois de “Festa em Nevoeiro”, de Rodrigo Morte, a Jazz tocou “Choro Negro”, de Paulinho da Viola, num arranjo de Nelson Ayres, como solo de flauta (Cássia Carrascoza) e clarinete (Michael Moraes). E um medley de “Lamento Sertanejo” (Gil/Dominguinhos) e “Feira de Mangaio” (Sivuca e Gloria Gadelha), com arranjo do próprio regente da Jazz, Fábio Prado.

Calça e cabeleira coloridas, o eterno novo baiano entrou no palco em seguida, e com a Jazz Sinfônica, mostrou três canções do último – último não, “mais recente”- disco, “A Revolta dos Ritmos” (Biscoito Fino). Os Novos Baianos começaram a ser lembrados com um arranjo de Ruriá Duprat para “Acabou Chorare”.

“Ditos Eruditos”, de Moraes, num lindo arranjo de Cyro Pereira (1929-2011), tem um monte de citações: como o Bolero de Ravel e Paganini.

“Brasil Pandeiro”, de Assis Valente, que virou marca registrada dos Novos Baianos, é o motivo para explicar a importância de João Gilberto para essa banda.

Em populares clássicos como “Preta Pretinha” e o eletrizante medley de “Pombo Correio” e “Festa do Interior”, o show foi da Jazz Sinfônica + Moraes Moreira + o coro da plateia do Auditório Ibirapuera. Impossível não acompanhar.

A noite que juntou o clássico popular e o popular clássico, como disse Moraes, terminou com uma homenagem a Luiz Gonzaga (“Asa Branca”) e um bis de “Ditos Eruditos”. Bravo!
Jazz + Moraes foi 10!
Confira o repertório completo dentro do post.

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90 minutos de emoção e alegria


Qual é a sua música favorita sobre futebol?
“1×0”, de Pixinhguinha, Benedito Lacerda e, mais tarde, Nelson Angelo? “Um a Um” ou “Frevo do Bi”, clássicos de Jackson do Pandeiro?
“A Taça do Mundo é Nossa”?
“Na Cadência do Samba(Que Bonito É)”, tema do canal 100?
O lindo samba gravado por Milton, “Aqui É o País do Futebol”?
A mais patriótica “Pra Frente Brasil”?
“Fio Maravilha”, do Jorge? Ou o clássico de Benjor “Umbarauma (Ponta-de-Lança Africano)”? Foi regravado agorinha com Mano Brown, para um comercial (veja aqui o clip).
“Camisa 10”?
“Camisa Molhada (Fique de Olho no Apito)”? Carlinhos Vergueiro tem um disco todo de músicas boleiras.
“Voa Canarinho”, com o então lateral Júnior?
“O Futebol” ou “Ilmo Senhor Ciro Monteiro” do Chico Buarque?
“É Uma Partida de Futebol”, clássico de um cruzeirense (Samuel Rosa) e um são-paulino (Nando Reis)?
A linda balada de Fagner e Zeca Baleiro sobre “Canhoteiro”?
Todas são legais, algumas marcaram Copas importantes – não saem do meu tocador de MP3! – mas o namoro entre bola e violão tem muitos filhotes mais – centenas. Que o digam as pesquisas feitas por dois jornalistas, Assis Ângelo e Beto Xavier.

O gremista Beto Xavier lançou no ano passadoFutebol no País da Música” (Panda Books) e nesta segunda-feira, véspera de estreia do Brasil na Copa 2010, faz uma noite de autógrafos com direito à canja do Jazzgig, no bar Odeon, em Porto Alegre. Fonte da série “Som da Copa”, exibida pelo jornal Hoje no aquecimento da Copa de 2006, Beto Xavier foi entrevistado no Fut Pop Clube. Na segunda parte da entrevista, Beto deu 11 dicas de músicas, cada uma de um estilo, numa série de “posts” com a “tag” Futebol em 11 Ritmos: tem samba, choro, marcha, bossa nova, frevo, baião, samba-rock, música instrumental, rock, balada e rap. Confira aqui!
E o livro do jornalista Assis Ângelo, outro apaixonado por música, cultura e futebol do Brasil, também teve lançamento nesta segunda-feira, em São Paulo. “A Presença do Futebol na Música Popular Brasileira“, com prefácio do tricolor Ives Gandra Martins, tem um CD encartado, com duas músicas. Noite de autógrafos na sexta-feira, 18, na livraria Martins Fontes, na Avenida Paulista.

Foto da coleção de Beto Xavier, autor de "Futebol no País da Música"
LP de 1958, a coleção de Beto Xavier, autor de "Futebol no País da Música"

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“Nove de FREVEREIRO”

Tem frevo para Garrincha
Tem frevo para Garrincha

Peço licença ao Antonio Nóbrega para usar o título do DVD e CDs (2 volumes) neste dia do frevo. Comprei o primeiro volume “Nove de Frevereiro” quase que por acaso – ao descobrir uma música sobre Garrincha, o “anjo das pernas tortas” – e conheci um excelente disco. Depois, soube que há outro volume e também um DVD de Antonio Nóbrega com esse nome, “N0ve de  Frevereiro“. 9 do 2 foi data da primeira vez que o termo frevo foi usado num jornal, em 1907.

Outra dica para iniciandos ou completistas em matéria de discos de frevo é esta ótima coletânea dupla lançada para o ano do centenário do ritmo pela gravadora Biscoito Fino: “100 Anos de Frevo – É de Perder o Sapato”. As músicas são tocadas pela execelente Spok Frevo Orquestra. Gilberto Gil, Bethânia, Lenine, Maria Rita, Alceu Valença, Vanessa da Mata, Ney Matogrosso, Edu Lobo, Luiz Melodia, Geraldo Azevedo, Silvério Pessoa, Antonio Nóbrega e outros participam do arretado CD duplo. Dá para ouvir alguns trechos no site da Biscoito Fino.