Saiu “1973 – O Ano que Reinventou a MPB”.

“Novos Baianos FC”. “Pérola Negra”, de Luiz Melodia. Gal Costa, “Índia”. E os primeiros LPs de Raul Seixas, Fagner, Gonzaguinha, João Bosco e do grupo Secos & Molhados.São apenas alguns dos #discões brasileiros lançados em 1973, em meio à ditadura e à censura. Esse ano tão fértil para a música popular brasileira é o tema de um livro lançado no começo de 2014. “1973 – O Ano que Reinventou a MPB – A História por Trás dos Discos que Transformaram a Nossa Cultura” (Sonora Editora). Dentro do post, você pode ler o release e o prólogo, autorizado pelo organizador de “1973…”, Célio Albuquerque.

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Com o fim da era dos festivais da canção (1965-1972), a música popular brasileira já não estava mais presa à Bossa Nova, à Jovem Guarda, ao Tropicalismo, ou a qualquer movimento estético. E é exatamente nesse instante que a MPB floresce com todas as suas possibilidades. Reinventa o próprio cenário. Esse é o ponto de partida do livro “1973 – O ano que reinventou a MPB”, organizado pelo jornalista Célio Albuquerque e editado pela Sonora Editora. O livro reúne alguns dos principais discos lançados naquele ano (cerca de 50), resenhados por nomes de destaque da crônica musical brasileira. Antônio Carlos Miguel, Silvio Essinger, Pedro Só, Beto Feitosa, André Cananéa, José Teles, Rildo Hora, Tavito, Sérgio Natureza, Regina Zappa, Roberto Muggiati, Moacyr Luz, Renato Vieira, e Ricardo Schott estão entre os autores que discorrem, por vezes em tom mais intimista, sobre os discos que marcaram o período.
Marcelo Fróes, editor da Sonora, também participa com um texto sobre os LPs que “quase” saíram em 1973 e ficaram para depois. “O distanciamento sempre é importante para se avaliar períodos históricos, mas quem estava lá certamente percebeu que 1973 foi um ano especial. Nenhum outro foi tão produtivo, nem 1972 e nem 1974, e muito menos 1983, 1993, 2003… ou 2013!”, sintetiza.
O ano de 1973 foi singular para a MPB. Quem poderia imaginar, por exemplo, que o país inteiro iria rebolar ao som do “Vira”, embalado por um grupo de músicos seminus, cujo principal vocalista tinha voz feminina e se contorcia no palco feito uma cobra? Nesta mesma época, em plena ditadura, Odair José fez sucesso cantando a pílula anticoncepcional; Elton Medeiros, Raul Seixas, Fagner, Walter Franco, Gonzaguinha, Francis Hime, Sérgio Sampaio, João Bosco, Lula Côrtes, Lailson, e Marconi Notaro lançaram seus LPs de estreia. Caetano nos brindou com seu experimental “Araçá Azul” e o pianista/arranjador/compositor Eumir Deodato consagrou-se como um dos maiores vendedores de discos no mundo, com sua versão para “Zaratrusta”, de Strauss.
“1973 – O ano que reinventou a MPB” é um panorama completo — com fatos, relatos, depoimentos e registros — de um momento de grande efervescência no mercado fonográfico brasileiro, e que se tornou um marco na memória da nossa música. A reinvenção do Brasil musical, sem fronteiras, sem movimentos, começa ali em 1973.
Lista dos autores de 1973 em ordem alfabética: Aimeé Louchard * Álvaro Costa e Silva * André Agra * André Cananéa * Analu Germano * Antonio Carlos Miguel * Ayrton Mugnaini Jr. * Beto Feitosa * Carlos Evandro Lordello * Célio Albuquerque * Cláudia Menescal * Dácio Malta * Danilo Casaletti * Emilio Pacheco * José Maria dos Santos * José Rosa Garcia * José Teles * Luis Pimentel * Juca Filho * Luiz Américo Lisboa Júnior * Luiz Antonio Mello * Luiz Felipe Carneiro * Luiz Fernando Vianna * Luiz Maciel * Marcelo Fróes * Marcos Sampaio * Marcos Suzano * Marcus Veras de Faria * Maurício Gouvêa * Moacyr Luz * Mona Gadelha * Nélio Rodrigues * Nilton Pavin * Pedro Só * Rafael Zapater * Regina Zappa * Renato Vieira * Ricardo Moreira * Ricardo Pugialli * Ricardo Schott * Rildo Hora * Roberto Muggiati * Sérgio Natureza * Sílvio Atanes * Silvio Essinger * Talles Colatino * Tavito * Thelmo Lins * Vagner Fernandes * Vicente Dattoli * Washington Santos.


PRÓLOGO
“A intrigante reincidência de fatos importantes em determinados anos de nossa história parece conferir a estes quase que vida própria. Em alguns casos, é difícil resistirmos à tentação de os colocarmos na posição de agente. Como se ele, o ano “em pessoa”, tivesse sido “autor” dos fatos e não meramente um espaço temporal para que os eventos acontecessem.
Em 1808, por exemplo, a chegada da Família Real à Colônia mudou a história do Brasil e num sombrio 1964 um golpe militar, cunhado como revolução por seus autores, feriu a democracia brasileira deixando cicatrizes definitivas em toda uma geração. Contudo, o protagonista segue sendo 1968 − ano que deixou o mundo em transe mutante que para muitos ainda produz consequências até hoje.
Sem nenhuma pretensão de destronar 68, propomos incluir mais quatro números nesse elenco de espaços temporais em que a Terra não teria dado uma volta qualquer em torno do sol. Algo inexplicável aconteceu em 1973 com a música no Brasil que colocou nas prateleiras LPs que teimam em resistir ao tempo.
O idealizador deste livro e seus autores não pretendem fornecer explicações para o fenômeno inexplicável em sua própria essência, mas sim abordar a certeza absoluta do mistério que envolverá para sempre 1973 – O Ano que Reinventou a MPB”.

Ficha técnica:
1973 – O ano que reinventou a MPB
Editora: Sonora
Organização: Célio Albuquerque
Formato: 16 x 23 cm
Número de páginas: 432
Preço: R$ 59,90

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