Maiden Sampa! Showzão do Iron em São Paulo, 20/09/2013.

Janick Gers, um dos três guitarristas do Iron. E 'figura'!
Janick Gers, um dos três guitarristas do Iron. E ‘figura’!

Quando as 85 mil pessoas que lotarem o Rock in Rio amanhã ouvirem “Doctor Doctor”, clássico da banda UFO, no sistema de som, podem se preparar. É a senha: vai começar o novo show do Iron Maiden, Maiden England,  que finalmente estreou no Brasil ontem à noite, em São Paulo. O épico álbum “Seventh Son of a Seventh Son” foi o segundo de estúdio do Iron depois da passagem pelo primeiro Rock in Rio, no verão de 1985, mas sua turnê não chegou aqui. Aliás, depois da gigantesca World Slavery Tour, o Iron só voltaria ao Brasil na turnê do “Fear of the Dark”, em 1992. Portanto, d e m o r o u pra chegar essa turnê Maiden England, que reproduz parte do cenário da 7th Tour of a 7th Tour e tem umas cinco músicas do discão “Seventh Son”.

O show da Arena Anhembi começou com duas canções desse disco. A faixa 1, “Moonchild”, era também a abertura daquela turnê, agora lembrada. Funciona. Sabe aquele corinho, que reúne amigos e fãs privilegiados no palco dos shows do Maiden para cantar “Heaven Can Wait”? Pois é, nesse show não tem. Mas na segunda música, “Can I Play With Madness”, é a Arena Anhembi toda que participa do coro e canta o tempo todo. Pudera: foi um dos singles e clips do “Seventh Son”.

Can I Play With Madness? Sucesso de público.
Can I Play With Madness”. Sucesso de público.

Cenas de um seriado inglês antecipam “The Prisoner”, dos tempos do “Number“. Não costuma rolar muito nas turnês do Iron. A galera se amarra…
E ainda mais em “2 Minutes to Midnight”, uma das favoritas da era “Powerslave”, um dos três ou quatro melhores discos da banda.
Bruce Dickinson (dando banho de loja, vocal e animação) anuncia “Afraid to Shoot Strangers”. O público do Iron se amarra em cantarolar a melodia de músicas como essa, da era “Fear of the Dark”.
Um sucesso da discão”Piece of Mind” não pode faltar: “The Trooper”!

The Trooper!!!!
The Trooper!!!!

666, The Number of the Beast… O som que catapultou o Maiden para muito além das fronteiras do metal vem acompanhado por produção de palco incrementada, que aliás foi um dos destaques do show. É hit atrás de hit, mas o visual conta muito. É sempre espetacular.

Cartaz da turnê mundial

Uma rifferama clássica do primeiro disco do Iron dá as caras nessa turnê: “Phantom of the Opera“. Bruce Bruce não perde a chance de mostrar seu lado teatral.
Na sequência, outro super hit do “Number”: “Run to the Hills“. Popular.
Sou daqueles que acham que o solo de guitarra tem vida, tem melodia, faz parte da música. O Maiden ataca com três: Dave Murray, Adrian Smith e Janick Gers. Heróis.
É de Adrian a letra emotiva de “Wasted Years”, da era “Somewhere in Time“. Muito boa. Pena que o som da guitarra dele não estava chegando direito aonde eu estava.
Steve Harris sempre entra no gramado, digo, palco, com referências ao seu querido West Ham United. Adesivo no baixo, munhequeira nas cores do time “claret e blue”, E agora, a correia do baixo parece mais um cachecol dos Hammers! O baixista mais rápido do oeste, digo, do leste de Londres é meio tímido para dar entrevista, mas no palco é sem dúvida o capitão do time, um Bobby Moore do metal, agitando seu baixo sem parar, fazendo backing vocals até sem microfone. Ídolo.
E o batera Nicko McBrain? Campeão do concurso Mister Simpatia!
Onipresente, a Eddie aparece em todos o cantos, várias vezes, de tudo quanto é jeito. Como na épica “Seventh Son of a Seventh Son”, que salvo engano do blogueiro, foi apresentada ao vivo pela primeira vez no Brasil. É sensacional. Dessa época, vem “The Clairvoyant”, também bem recebida pelo povo.
Agora, “Fear of the Dark” é brincadeira. Ela é adorada no Brasil. Tocou muito no rádio, na TV… os fãs reproduzem cada melodia, cada verso. Ponto alto.
A primeira parte do show de 2 horas termina com o marca registrada, “Iron Maiden”! Sempre querida.
Notei que o som melhorou muito, mas muito mesmo, no bis. Ficou perto de 90%. Ainda bem, porque a versão de “Aces High” foi animal!
O fã-clube também canta “The Evil That Men Do”, outra da era “7th”,
E o grande show termina com  o clima de jam de “Running Free“, veja bem, o primeiro single do Iron! Pena que acabou.
E todo mundo vai embora cantarolando “Always Look on the Bright Side of Life”!
Próxima parada: Rock in Rio! \m/

  • Dentro do post, um pequeno slideshow com algumas das muitas faces de Eddie!

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  • Setlist:

Iron Maiden. Maiden England
Arena Anhembi, São Paulo, 20/09/2013

  1. MAIDEN BRAZIL: camiseta comemorativa da turnê, à venda no site oficial da banda: http://www.ironmaiden.com/maiden-brazil-football-shirt.html
    MAIDEN BRAZIL: camiseta comemorativa da turnê, à venda no site oficial da banda: http://www.ironmaiden.com/maiden-brazil-football-shirt.html

    Moonchild

  2. Can I Play With Madness
  3. The Prisoner
  4. 2 Minutes do Midnight
  5. Afraid to Shoot Strangers
  6. The Trooper
  7. The Number of the Beast
  8. Phantom of the Opera
  9. Run to the Hills
  10. Wasted Years
  11. Seventh Son of a Seventh Son
  12. The Clairvoyant
  13. Fear of the Dark
  14. Iron Maiden
  • Bis:
  1. Aces High
  2. The Evil That Men Do
  3. Running Free

Outros posts sobre shows do Maiden no Brasil:

Iron-Maiden-CardSite-934

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7 comentários sobre “Maiden Sampa! Showzão do Iron em São Paulo, 20/09/2013.

  1. DEPOIMENTO. Publiquem, repassem, sei lá.

    Eu cresci ouvindo Iron Maiden. Eu aprendi a ler livros de história, as estudar guerras, a humanidade, a ler contos, crônicas, a pesquisar fatos, ouvindo a excelência desta banda. É claro, tive meus momentos que eu considero de modinha, ouvindo também guns, metallica, nirvana, onde me deixei levar pelo boom norte americano com canções e ritmos industrializados e televisivos de amor, de romances, trash, sem conteúdo. Mas rapidamente refleti que não é esse legado que quero deixar para meus filhos e o que quero para mim, e voltei a minha única e fiel essência , ao iron maiden.
    Hoje posso dizer, que Iron Maiden para mim e seus fãs, não é apenas uma banda, um som. É UMA FILOSOFIA DE VIDA.
    Iron não para. Produz, lança, trabalha , cria, inventa, pesquisa, compõe. Creio que nunca se importaram em vender e vender ou cair no gosto das grandes massas e mídias. Eles apenas gostam de se reunir e trabalhar, gostam de fazer isso e de preservar uma essência que raras bandas preservam. E sobretudo, sinto que eles querem deixar um legado para seus fãs, deixar uma história para seus fãs, deixar uma qualidade cultural e musical para milhões ou para um único fã que seja. Eles dão para seus fãs a liberdade de jogar no lixo o que não gostaram, criticar álbuns e músicas, curtir o que querem da banda. Porém seja o mais crítico ou não, os fãs sempre consumirão e entenderão iron maiden até a velhice, passando gerações.
    Nós fãs do maiden, nos sentimos respeitados, honrados, orgulhosos do iron maiden quase 40 anos depois nos tratar com tamanha consideração tanto na oferta de novos trabalhos e produtos, nos shows enérgicos e espetaculares, na reciprocidade etc. Não somos tratados como números e compradores. (eu mesmo tenho só 3 ou 4 cds e alguns outros originais do maiden, mas sei e tenho todas as musicas, toco suas musicas, estou sempre lendo matéria dos caras, etc, etc.)
    Dizem que não existe fã mais fiel do que o do Maiden, e que não existirá banda melhor que Iron, e a cada dia eu tenho certeza disso.

    1. S e n s a c i o n a l seu depoimento, Bruno.
      O som do show de Sampa é que não estava à altura… mal dava para ouvir a guitarra do Adrian.
      Só melhorou no bis.
      Abs

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