Led Zeppelin | Celebration Day, no escurinho do cinema.


Há críticas ao primeiro filme-concerto do Led Zeppelin, “The Song Remains the Same” (“Rock é Rock Mesmo, quando passou nos cinemas brasileiro).  Aquelas historietas com os quatro zepelins, Page, Plant, Jones e John Bonham, mais o empresário, dão uma quebrada no ritmo do show no Madison Square Garden. Já o novíssimo “Celebration Day”, registro do concerto da reunião de 2007, na superlotada O2 Arena, em Londres, não tem conversa. É rock, hard rock, blues rock, mesmo, do começo ao fim. E a performance é arrasadora. Que o Jimmy Page é um dos guitarristas mais inventivos e experimentadores da história, todo cabeludo já está careca de saber. Que o Bob Plant ainda é um “golden god” dos cantores de rock, cheio de carisma e conhecimento musical, sem sobra de dirigível nenhum. Para quem acompanha menos o planeta rock, “Celebration Day” é também uma excelente oportunidade para conferir o talento de John Paul Jones, tanto no baixo (mais no começo do filme/show) como nos teclados (especialmente na metade final). E na bateria, está Jason Bonham, o filho do homem, John Bonham (*1948/+1980), um dos maiores e melhores bateristas de todos os tempos. E aqui vale muito: filho de peixe etc…

O repertório foi muito bem escolhido, a partir de uma das melhores coleções de riffs. Começo arrasador, um ‘hat trick’ desses craques do  rock pesado: “Good Times, Bad Times”, “Ramble On” e “Black Dog”. com direito a canja dos espectadores, tabelando com Plant, no “ah, ah, ah, ah, ahhhhhh”!

Antes da espetacular versão de “In My Time of Dying”, Robert Plant menciona Blind Willie Johnson, bluesman das antigas que gravou o embrião desse sonzão.

Depois, Page, Plant, Jones e (Jason) Bonham tocam “For Your Life”. E “Trampled Under Foot”, outro blues zeppeliniano inspirado por um pioneiro, Robert Johnson, e seu “Terraplane Blues”.

Dessas fontes – em que o núcleo criativo do Led bebeu, encheu a cara, e “pirou” em cima- vem também “Nobody´s Fault By Mine”. Os ingleses branquelos dão uma aula de blues modernizado, para a O2 Arena e agora para o mundo todo.

É impressionante como o repertório do Led não soa datado. Depois de “No Quarter”, com destaque para John Paul Jones, Plant e Page detonam em mais uma linda versão da balada “Since I´ve Been Loving You”. De arrepiar.

Plant diz que algumas canções não podem faltar. Começam “Dazed and Confused” e as experiências de Page com arcos de violino, usado para … hum-hum… com o perdão da expressão, “punhetar” … manipular… sua tradicional guitarra Gibson Les Paul.

Com o guitarrista de Gibson SG de dois braços a tiracolo, outra que não poderia faltar: “Stairway to Heaven”. Dedicada a Ahmet Ertegun, fundador do selo Atlantic Records, que lançou Led e muito som bom – a memória desse media mogul foi o motivo desse concerto de 2007.

Os quatro tocam “The Song Remains the Same” e “Misty Mountain Hop” (nessa, Plant tem uma ajudinha de Jason nos backing vocals) antes do épico “Kashmir” (confira aqui em vídeo). E o filho do homem arrebenta lá atrás…

O conceito de Jason cresce ainda mais no bis, com o rifferama de “Whole Lotta Love” e “Rock and Roll”.

Os brasileiros vão ter no sábado (3 de novembro) mais uma chance para ver essa celebração do rock na tela grande, com som monumental. Vale a pena, mesmo. É uma experiência única. Confira o trailer no replay:

Para quem perdeu no cinema, ou viu e quer ter em casa, em 19 de novembro “Celebration Day” será lançado em CD, DVD, Blu-Ray, vinil etc. Eis a capinha.

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