“Shine a Light”. Um Scorsese sobre os Stones

Publicado em 29/10/201

Este rock doc eu vi no cinema, em DVD… depois comprei em Blu-Ray… adoraria ter visto a projeção no vão livre do Masp, na 36ª Mostra de Cinema de São Paulo, em outubro de 2012. Um presentaço para os fãs dos Stones, no 50º ano da banda.

stones
Já reparou como são boas as trilhas de filmes de Martin Scorsese? Pega Cassino. Tem Muddy Waters, Otis Redding, Little Richard, Ray Charles, Cream, Jeff Beck, Devo, BB King e … várias dos Stones. A de Inflitrados também é muito boa. O diretor nova-iorquino já dirigiu filmes sobre Bob Dylan (No Direction Home), The Band (O Último Concerto de Rock/The Last Waltz), produziu série sobre blues … e em 2008 lançou o seu filme concerto sobre os Rolling Stones, Shine a Light.. Sim, porque há vários filmes com os Stones. Let Spend the Night Together, Gimme Shelter, One Plus One/Sympathy for the Devil etc. Nos anos 90, eu me lembro de ter visto Rolling Stones Live at the Max, feito para IMAX, em Nova York, numa sala dessas que só agora há pouco chegaram ao Brasil. Pois acabo de descobrir que nos EUA Shine a Light passou em cinemas IMAX, que raiva! Seria uma boa passar Stones em IMAX em São Paulo.
Bom, depois desse nariz de cera, expressão jornalística para começo de textos que fazem firula demais em vez de ir direto ao gol, vamos a Shine a Light, filmado em 2006 num aconchegante teatro de N.York, o Beacon. Seus primeiros 10 minutos servem como uma espécie de making-of: mostram os bastidores dos últimos acertos pra filmagem dos shows e chegada de Bill Clinton com 30 convidados. Depois, aumenta, que isso aí é roquenrol. Pra começar Jumping Jack Flash, que tantos roqueiros tocaram, mas é da dupla Jagger/Richards.
Não faltam excelentes versões de Rolling clássicos Stones como Shattered, Tumblin Dice, Sympathy for the Devil, Start me Up, Brown Sugar, Satisfaction. Também gosto muito de She Was Hot. E você?
De vez em quanto, entre um bloco e outro, Scorsese insere alguns arquivos do começo dos Stones, que dão respiro ao concerto e garantem o sorriso com o humor britânico dos então jovens Stones.
No seu número, Keith Richards dá um show. É meio estranho ele cantar sem guitarra na mão, mas não canta mal, não. São bons seus discos-solos, viu? Logo ele volta a tocar. Um grande artista, cheio de carisma.
Como será que o Mick Jagger ainda aguenta pular e dançar tanto? Mistério.
O concerto tem três convidados especiais no palco: Jack White, Christina Aguilera e Buddy Guy, bluesman que arrebenta em Champagne and Reefer, de Muddy Waters- breve, Buddy vai receber mais atenção aqui do blog. Acho até que a Christina Aguilera não foi mal, não.
Espero que você tenha visto no cinema (caso contrário, se um dia pintar reprise, não perca). O DVD saiu a tempo do Natal 2008. Não é a mesma coisa, mas te dá a sensação de estar na terceira fila, logo atrás dos 30 convidados de Bill Clinton…

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