Longa vida aos Scorpions!

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Janeiro de 1985: no primeiríssimo show dos Scorpions no país, o Brasil ainda engatinhava no circuito mundial de shows, a MTV era apenas um sonho aqui, celular e internet então, coisa de ficção científica. E a formação mais clássica da banda então 10o % alemã arrebentou no Rock in Rio. Deixou de queixo caído até quem não curtia muito hard rock.
Setembro de 2012: na tal da última turnê antes de pendurar as guitarras, os Scorpions completaram a segunda passagem por aqui. E se os últimos discos não tiveram a mesma repercussão de “Love At First Sting” e outros clássicos do quinteto, os Scorpions ainda mandam muito bem no que sempre foi o forte da banda: tocar ao vivo.
Quantas vezes eu vi “in loco” Klaus Meine enrolado na bandeira brasileira? Umas três ou quatro. E o simpático vocalista ainda convence, cantando em inglês com aquele sotaque alemão. Aliás, em quase todo o show da noite passada em São Paulo, o som estava totalmente cristalino, como se fosse um CD reproduzido no palco. E que palco! Excelente uso de luzes e imagens projetadas nos painéis eletrônicos do cenário.
Gostaria de chegar aos 64 anos de estrada com a vitalidade de Rudolf Schenker, mandando ver na guitarra-base (e no belo solo de “Still Loving You”), quase sempre girando alucinadamente com sua característica coleção de Flying V.
E o Matthias Jabs, com seu indefectível boné de beisebol, detona na sua série de guitarras Explorer riffs marcantes da história do hard rock e solos inspirados. É um dos guitarristas favoritos da Coluna, que aperta o botão curtir para o voice box ou talk box em “The Zoo” – a minha predileta do setlist ‘scorpiano’. O fim do número solo de Jabs puxa o começo de “Big City Nights”.
Os dois “caçulas” da banda, o baixista polonês Pawel Maciwoda (“figurinha” com umas calças meio anos 70 e o baixo lá embaixo) e o baterista americano James Kottak seguram o ritmo na boa. Kottak é um “figuraça”, que no solo de bateria contracena com ele mesmo, num vídeo projetado no palco. Joga pra galera: o lance da camiseta e da tatuagem com os dizeres “Rock´n´Roll Forever” é o tipo do truque que agrada geral num megashow como esse.
Dos 18 rocks e baladas apresentados no show de 21 de setembro, chamou minha atenção em especial a espetacular versão de “Hit Between the Eyes”. Pesada e rápida, marca dos hard rock dos Scorpions.
No bis, as tradcionais baladas “Still Loving You” e “Wind of Change” mostraram que ainda têm o poder de comover. Os telefones celulares cumpriram também a antiga função dos isqueiros, de iluminar a plateia nesses momentos mais calmos.
A pista estava “crowdeada”. Do camarote, de onde tirei as fotos deste post, imaginei que não dava para se mexer lá embaixo.
A banda sempre dedica “No One Like You” aos fãs, que pularam pra valer mesmo com “Rock You Like a Hurricane”, no final de duas horas de espetáculo. Um senhor espetáculo.

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