What´s Your Favourite Colour, Baby? LIVING COLOUR!

O Living Colour voltou para Virada Cultural 2010

Convido você a lembrar os melhores momentos do show de 2009, republicando meus pitacos, o set-list e as fotos cedidas pela divulgação do Via Funchal.

LIVING COLOUR, VIA FUNCHAL, SÃO PAULO, 15/10/2009
Publicado originalmente no FutPopClube

FOTO: Stephan Solon / Via Funchal
FOTO: Stephan Solon / Via Funchal

Amigo leitor, que showzaço foi o do Living Colour em São Paulo (Via Funchal, 15/10/2009)! O texto inteiro sobre o show está aqui.Para quem gosta de ver set lists, é có clicar em “manter a leitura”. Em negrito,  as músicas do disco novo, “The Chair in the Doorway”, que está sendo lançado na turnê que termina domingo em Belo Horizonte.

Middle Man (do 1º LP da banda, Vivid! É, vinil, 1988)

Time´s Up (o blog da banda publicou vídeo da faixa-título do 2º disco da banda no show do bar Opinião, em Porto Alegre, 14/10/2009)

Go Away (do CD Stain, o 3º da banda)

Give It Away (citação do Red Hot hit) + Sacred Ground (peso-pesadaço de Collideoscope, 4º disco da banda).

– Burned Bridges

– The Chair

– DecaDance

Young Man

– Method

Open Letter (To a Landlord) – também do Vivid.

Bi (do CD Stain) + solo de baixo

– solo de bateria

Papa Was a Rolling Stone (clássico Motown já gravado por Tempations, George Michael)

Glamour Boys (grande sucesso do 1º vinil, Vivid)

– Behind the Sun

– Bless Those

– Hard Times

– Out of My Mind

Elvis is Dead (pérola do Time´s Up)+ Hound Dog (sucesso de Elvis!)

Type, petardo do 2º álbum, Time´s Up.

Cult of Personality, abre-alas do Vivid, 1º LP da banda!

BIS:

Love Rears Its Ugly Head (joia do Time´s Up) + Should I Stay or Should I Go, cover do Clash

Guitar hero: Vernon Reid. FOTO Stephan Solon / Via Funchal
Guitar hero: Vernon Reid. FOTO Stephan Solon / Via Funchal

O Living Colour tocou por mais de duas horas e meia em sua quinta passagem por São Paulo, na noite de quinta-feira, 15/10/09. Infelizmente, a pista da casa Via Funchal não ficou lotada. Bom para quem foi e curtiu o show sossegadão, com todo espaço para bater pé, cabeça, pescoço, dançar, pular e até fazer pogo. O quarteto chegou arrasando quarteirões pouco depois das 22h, com pauladas conhecidas dos fãs: “Middle Man”, “Time´s Up” e “Go Away”, com direito a citação de “Give It Away”, dos Chili Peppers (o Living Colour sempre gostou de covers em shows) e ainda “Sacred Ground” (outra pauleira, de um disco menos conhecido, o “Collideoscope”). Em seguida, uma pá de músicas do disco novo: “Burned Bridges”, rockão. “The Chair”, hipnótica combinação de paulada sem dó e efeitos eletrônicos. “Young Man”, boa candidata a single, em sua junção de rock e balanço. E outra nova de clima mais ou menos soturno: “Method” (será que é porque o novo disco saiu pela Megaforce, gravadora de metal?). Esse pacote de novidades quebrou um pouco o clima do show. Mas a banda recuperou o controle do público com uma espetacular versão de “Open Lord (To a Landlord)”, seguida do balanço de “Bi” (aquela que diz: “Everybody wants you when you´re bi” – de bissexual). Os solos do baixista Doug Wimbish e do baterra Will Calhoun merecem texto à parte.

Corey Glover, por Stephan Solon / Via Funchal
Corey Glover, em foto de Stephan Solon / Via Funchal

O Living Colour todo voltou ao palco pegando mais leve, com nova cover: “Papa Was a Rolling Stone”, balanço  Motown gravado e regravado por muita gente boa. Emendada com a pulsante “Glamour Boys”, um dos maiores sucessos do quarteto de NY.

Em seguida, o guitarrista Vernon Reid deu vazão ao seu lado virtuoso, em “Behind the Sun”, É a melhor canção do novo disco, “The Chair in the Doorway”. O guitar hero esbanja a técnica das duas mãos no braço da guitarra, algo que o Eddie Van Halen usava um bocado. Legal demais. Candidata óbvia a hit, tem vídeo no My Space da banda. Cool!

“Behind the Sun” lidera mais um bloco de novidades, seguida pela balada “Bless Those”, o peso de “Hard Times” e “Out of My Mind”.

Os caras pareciam estar se divertindo bastante no maneiríssimo trabalho. E a Via Funchal quase veio abaixo com “Elvis is Dead”. Entrecortada por um trecho de… “Hound Dog”!

Depois, uma versão esticada e pesadaça de “Type”, cartão de visitas do segundo disco da banda. “Stereotype… Monotype… Blood type… Are You My Type”? Lembrou?

Mais um hard rock dos bons: “Cult of Personality”, abre-alas do primeiro vinil (1988!) do Living, “Vivid”.  O áudio, que começou meio embolado, já permitia curtir os sons de cada instrumento.

No último bis, uma balada conhecida das passagens do L.Colour por aqui no começo dos anos 90: “Love Rears Its Ugly Head”. Vernon faz o solo quase blues – blues pesado, claro. Uma cover há muito presente no repertório do quarteto fundador do movimento Black Rock Coalition manda o pessoal pra casa com um senhor sorriso na alma e um zumbido no ouvido: clássico do Clash, “Should I Stay or Should I Go”.

Showzaço, aço, aço. O Living Colour tem muito peso, é rock pesado mesmo, sem dúvida nenhuma, mas continua flertando com outros ritmos, como punk, funk, soul, rap, eletrônica, jazz etc.

Vernon Reid tem espaço para esmerilhar na guitarra sem deixar o show chato e cabeça. E o vocalista Corey Glover? Pode até não ter o pique pra lá e pra cá no palco do começo dos 90, mas em termos de gogó, que é que interessa num cantor, continua dando show. Por vezes, o cara afasta o microfone quase meio metro e sua voz brilha.

Por falar na Black Rock Coalition e em blues, desse movimento participou um bluesman de NY, o guitarrista Michael Hill. Com seu grupo Michael Hill´s Blues Mob, ele esteve no Brasil (Bourbon Street) anos atrás. No disco de estreia do Blues Mob de Hill, um presente do Living Colour, “Soldier Blues” – autoria e canja de Vernon Reid na gravação de estúdio, presente no CD “Bloodlines” (ouça trechos), pela Alligator Records.

A COZINHA DO LIVING COLOUR
Publicado no FutPopClube em 17/10/2009

Doug Wimbish, carismático baixista do Living Colour. FOTO Stephan Solon VIA FUNCHAL
Doug Wimbish, carisma no baixo. FOTO Stephan Solon VIA FUNCHAL

O cara já tocou com os Rolling Stones e tem mis en scène de baixista de metal. Pra quem gosta do Living Colour, ainda bem que Doug Wimbish optou pela banda de NY. Já toca quase como uma guitarra, agora o que rolou no solo de baixo… citação do tema de “O Poderoso Chefão” mais agudo que solo do baixista do Manowar. Doug faz stage-diving,  mergulha na plateia, crowd-surfing, “surfa” em cima do público – e não deixa de tocar o baixo. É o maior performer do Living Colour. Agora, saiba o que o batera Will Calhoun aprontou em seu número solo.

Will Calhoun. FOTO Stephan Solon VIA FUNCHAL
Will Calhoun. FOTO Stephan Solon VIA FUNCHAL

O momento do baterista Will Calhoun no concerto do Living Colour vem logo depois do solo do baixista Doug Wimbish, colado na melô do “Bi”.

Will fez um lance que eu jamais tinha visto em solo de bateria. No final do número, musicalmente muito bom, ele pega duas baquetas com luzes de neon na ponta. O efeito visual formato pela “coreografia das baquetas” é muito bonito.  Supreendeu.

Com show de bateria e baixo, aqui termina a cobertura do Fut Pop Clube sobre o show do Living Colour em São Paulo. Tomara que tenha bons motivos para voltar a falar em breve dessa excelente banda dos final dos 80, 90 e século XXI.

Um comentário sobre “What´s Your Favourite Colour, Baby? LIVING COLOUR!

  1. Showzaço, imperdível ! Aliás João, vai rolar tb Booker T e Rick Wakeman na virada né ? E Magic Slim semana que vem.

    MAGIC SLIM
    SESC Vila Mariana
    Dia(s) 26/02
    Sexta, às 21h.

    O guitarrista nascido no Mississippi (EUA), apresenta clássicos do blues acompanhado pelos músicos Adrian Flores (bateria), Silvio Ferreira (baixo) e Juan Codazzi (guitarra). Teatro.

    R$ 30,00 [inteira]
    R$ 15,00 [usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, professores da rede pública de ensino e estudantes com comprovante]
    R$ 7,50 [trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes]

    http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/mostra_detalhe.cfm?programacao_id=167149

    Abs,

    RESPOSTA DO BLOGUEIRO: Hey, hey, the blues is alright! Estou tentando atualizar a agenda na nova seção “SHOW PRA IR”, na capa do blog

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