Fazia tempo que não via o Deep Purple ao vivo. E valeu à pena ter ido ao Via Funchal no começo desta semana para ver um dos “Big Three” do hard rock/heavy metal no fim dos 60/anos 70. Ian Gillan pode mostrar no rosto e no couro cabeludo os sinais do tempo. Mas sua “silver voice” ainda é privilegiada. Canta melhor do que 90 por cento do que está por aí. O guitarrista Steve Morse é todo simpaticão, ao contrário do genial e genioso antecessor. Nos seus muitos solinhos, espalhados pelo show, chegou a brincar com riff do Led e “Back in Black”, do AC/DC! O baixista Roger Glover é quem mostra mais pique no palco. Ian Paice, o único integrante da formação original, mostra sua categoria. E o tecladista Don Airey, bom sucessor de Jon Lord, arrisca alguns acordes da introdução de “Mr. Crowley”, clássico dos seus tempos na banda de Ozzy, era Randy Rhoads, e até de clássicos da música brasileira. Todos parecem se divertir muuuito no palco. Bom para os fiéis fãs da música pesada.
A máquina de riffs de guitarra, baixo, bateria e teclados começou com “Highway Star” e “Maybe I´m a Leo”
Levantou o Via Funchal com uma ótima versão de “Strange Kind of Woman”. Ovação.
Steve Morse manda muito bem em “Rapture of the Deep”.
Gillan arrebenta em “When a Blind Man Cries”.
Bastou Don Airey tocar os primeiros acordes de “Knoking at Your Back Door” para galera se agitar. Seguida por “Lazy” e o ritmo marcante de “No One Came”.
O solo do ex-tecladista de Ozzy emenda um clássico das rádios de rock: “Perfect Strangers”, sonzão que marcou a volta do Deep Purple em 1984.
Mais clássicos dos 70: “Space Truckin´”.
E claro, “Smoke on the Water”. O público do Via Funchal comanda aqueles corinhos de “ô ô ô” na melodia de vários sons do Purple.
No bis, a deliciosa “Hush” – uma cover (original de Joe South), regravada lá atrás, no primeiro LP do Purple, e depois novamente, com Gillan.
E outra marca registrada, “Black Night”. Ô ô ô, grande show de rock pra começar uma semana que ainda terá Eric Clapton em São Paulo!
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Realmente foi um dos melhores shows que eu já vi.
Legal, Alessandro!
Abraço, J.
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