Ultramen

"Olelê", do Ultramen

"Olelê", do Ultramen

Rap + trovadores gaúchos (ouça Peleja.) Reggae + metal (tente a pesada cover de Exodus, clássico de Marley). Junte influências de hardcore (Bem Mal, que me apresentou a uma banda que era muito, muito mais do que skate rock rápido), Jorge Benjor, Tim Maia (regravação de Johnny). Considero um discão o segundo CD do Ultramen, Olelê. Um dos melhores já gravados por um grupo independente brasileiro. Uma excelente pedida para abastecer o som do carro e cair na estrada, cantando junto refrões como o da ótima Preserve. “Pelo céu ou pelo mar, vou por aí, a procurar/pelo céu ou  pelo mar, vou por aí, a te encontrar”.

Quinta-feira é dia de Hammond Grooves

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Hammond Grooves FOTO Paulo Guimarães/divulgação

Daniel Latorre e o Hammond. FOTO Paulo Guimarães/divulgação

Um bom show de jazz no bairro das melhores baladas de São Paulo. A seção Flyer informa: toda quinta-feira, o trio Hammond Grooves se apresenta na Vila Madalena. É show pra ir! Dica de dois amigos jornalistas, Fabiana & Edison (um fissurado no som de órgãos, especialmente se for um Hammond…).
E o organista Daniel Latorre toca um senhor Hammond B3, ao lado de Wagner Vasconcelos(bateria) e Daniel Daibem (guitarra).
O trio Hammond Grooves define seu som como soul/jazz e bossa/jazz, o saboroso show inclui clássicos da música norte-americana, brasileira e até do rock – em arranjos jazzy, claro.
Toda quinta-feira de fevereiro, a partir de 21h30, no transado bar Madeleine, rua Aspicuelta, 201, Vila Madalena, São Paulo. Se estiver perto, vale dar uma uma espiada: do lado de fora do bar, dá para ouvir bem e ver os shows (o palco dá para a calçada).

Rock no Cinema: os favoritos de Arthur Dapieve

A Coluna de Música orgulhosamente apresenta a relação de filmes de rock prediletos do jornalista e escritor Arthur Dapieve, crítico e colunista do Segundo Caderno do jornal O Globo. Entre outros livros, Dapieve é coautor (com Luiz Henrinque Romanholli) do Guia de Rock em CD (editora Zahar, 2000), um útil livrinho no tamanho de um CD que gosto sempre de ter à mão – excelente fonte de consulta sobre 170 bandas do mundo e do Brasil, com discografias selecionadas, comentadas, e cheias de informações.

Rock docs, filme de concerto, cinebiografia e até uma comédia estão na relação do Dapieve [acréscimos entre colchetes são do blog].
1 Documentário:

No Direction Home, Bob Dylan de Martin Scorsese [excepcional documentário não só sobre Dylan, como de uma época; riquíssimo arquivo de imagens, fotos, programas de rádio,veja o site original, da PBS; DVD Paramount]

1 Documentário nacional:

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Titãs A Vida Até Parece uma Festa [dirigido pelo próprio Branco Mello e por Oscar Rodrigues Alves; passou nos cinemas e já saiu em DVD]

1 Filme-concerto:


Woodstock – 3 Dias de Paz, Amor e Música [clássico do cine roqueiro, recentemente reeditado em versão cheia de extras]

1 Cinebiografia romanceada:

Cartaz do DVD importado. A FESTA NUNCA TERMINA classificação 18 anos

A Festa Nunca Termina (24 Hour Party People) [filme de Michael Winterbottom sobre a explosão da cena de Manchester; lidera a lista dos 50 filmes de música escolhidos pela NME ]

1 Ficção:

Isto é Spinal Tap (This is Spinal Tap) [comédia de Rob Reiner sobre a banda Spinal Tap, fictícia, claro; veja trailers no site da MGM]

A Coluna de Música agradece ao Arthur Dapieve pela gentileza. Veja outras listas de filmes de música.

Som na Tela: filmes indicados por Carlos Lopes, da banda Mustang

A Coluna convidou o cantor, guitarrista, compositor, jornalista, enfim, homem multimídia Carlos Lopes, da banda Mustang e da revista/site/blog O Martelo para mais uma lista de bons filmes de música. Veja os favoritos de Carlos Lopes [os pitacos dentro dos colchetes são do blog].

Filme-concerto:

Doces Bárbaros, de Jom Tob Azulay [filme de 1976 sobre a turnê de Caetano, Gal, Gil e Bethânia, saiu em DVD da Biscoito Fino, que também lançou Outros (Doces) Bárbaros]

Goodnight Cleveland,  The Hellacopters, 2002 [excelente banda sueca de rock]

Documentário Musical:

Coração Vagabundo [o filme de Fernando Grostein Andrade acompanha a turnê A Foreign Sound, de Caetano, por SP, NY e Japão DVD Paramount]

Young @ Heart [doc sobre um um grupo vocal formado por senhores americanos que cantam clássicos do pop e rock ]

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Lóki – Arnaldo Baptista [doc sobre a carreira e a vida do músico dos Mutantes]

Cinebiografias:

Eu Não Estou Lá/I´m Not There . Palavras de Carlos Lopes: “Tanto considero esse filme uma biografia, como uma alegoria. Como a mente do Dylan é genial, ele só poderia mesmo ser biografado interpretado através de suas
multifacetas, então para mim é uma biografia musical, pois o que está
lá não é ficção, é ele.”

Ficção musical:

Ópera do Malandro, de 1986 [filme de Ruy Guerra a partir da peça de Chico Buarque, que participou do roteiro também]

Across the Universe [belo musical só com canções dos Beatles. Passou nos cinemas. DVD e Blu-Ray da Sony Pictures]

O músico da banda Mustang completa: “Ainda aguardo o filme sobre Keith Moon, do The Who” [é uma boa mesmo, Carlão. Obrigado pela sua lista, muito interessante. Vou atrás dos filmes que ainda não vi! Esse Young@Heart especialmente!]

Ouça Mustang no MySpace.

Shows que eu vi: Arranco de Varsóvia canta Martinho da Vila (2010).

Publicado em 25 de julho de 2010

O grupo Arranco de Varsóvia está de disco novo, o quinto: “Pãozinho de Açúcar – Arranco de Varsóvia Canta Martinho da Vila” (CD+DVD, com canja do próprio Martinho e de Nelson Sargento).

Foi muito bom o show de lançamento no Auditório Ibirapuera, em São Paulo, a que tive oportunidade de assistir em julho. Excelentes arranjos vocais. Confira o set-list e mais informações sobre o Arranco – formado por Muri Costa (violão), Paulo Malaguti (piano), Cacala Carvalho, Andréia Dutra e Elisa Queirós – os cinco cantam, e muito bem! Continue lendo

AC/DC, “Back in Black”: 30 anos de um discão!

1980 foi um ano e tanto para o rock pauleira, em especial para o heavy metal inglês. Olha a pá de Classic Albums… O Sabbath com Ronnie James Dio atacou com Heaven and Hell. O Judas Priest mandou ver British Steel. O Motörhead respondeu com Ace of Spades. Capitaneando a NWOBHM, o Iron Maiden lançou seu primeiro LP, enquanto o Saxon disparou dois trovões heavy metal no mesmo ano: Wheels of Steel e Strong Arm of the Law. Da Irlanda, Thin Lizzy contribuiu com Chinatown. O canadense Rush, Permanent Waves.
Em 25 de julho de 1980, pouco mais de cinco meses após a morte do vocalista Bon Scott, o AC/DC (formado por escoceses, ingleses e um australiano) reapareceu, e em grande estilo. Back in Black, em tributo a Bon Scott, estreia de Brian Johnson. O maior best-seller da história do rock pesado. Na música em geral, só vendeu menos do que Thriller, de Michael Jackson.
Só a lista de clips que Back in Black rendeu já dá uma ideia da grandeza do disco: Hells Bells (abertura do disco, até hoje nos shows); o hino da banda Back In Black; What Do You Do For Money Honey; a sensacional You Shook Me All Night Long; a “educativa” Let Me Put My Love Into You (alvo de censura) e o clássico Rock And Roll Ain’t Noise Pollution - principal single do disco na Inglaterra (Top15). Shoot to Thrill ganhou vídeo recentemente. Discão. Show de riffs, solos, refrões marcantes e atitude.

Leia mais:

Clássicos em vinil: Jorge e Ultraje

Na onda boa da vinilmania que leva LPs de volta a prateleiras de destaque nas lojas de disco e megastores, é um prazer saber do relançamento em “bolachas” de África Brasil, discão do flameguista Jorge (Ben) Ben Jor. Um clássico do samba-rock - aquele tem “Ponta de Lança Africano (Umbarauma)”.  E Nós Vamos Invadir sua Praia, gema Rock Brasil do Ultraje a Rigor, liderado pelo são-paulino Roger. Foi o primeiro LP do grupo, depois dos singles (compactos) “Inútil”/”Mim Quer Tocar” e “Eu Me Amo“/”Rebelde Sem Causa” – megasucessos do rock nacional também presentes nesse 1º LP.
África Brasil e Nós Vamos Invadir sua Praia voltam às lojas em LP licenciados para a fábrica Polysom, da Deck. Que ainda deve (re)lançar este ano os seguintes vinis:

  • A Tábua de Esmeralda (Jorge Ben)
  • Todos os Olhos e Estudando o Samba (Tom Zé)
  • os dois primeiros LPs dos Secos e Molhados
  • Cabeça Dinossauro e Jesus Não tem Dentes no País dos Banguelas (discaços dos Titãs)

LINKS:

Gravadora Deck;  site do Jorge Ben Jor; site do Ultraje a Rigor. Discografia do Ultraje. Post aqui da Coluna sobre músicas de futebol.

Abaixo, confira o clip de “Umbarauma”, regravado por Jorge Ben Jor e Mano Brown, em 2010, numa campanha da Nike Sportswear:

Rolling Stones/Live at the Max: é show!

Outro filme de rock que está passando direto na TV a cabo é um registro da turnê Steel Wheels/Urban Jungle, dos Stones, para o cinema. Tive o prazer de ver Rolling Stones Live at the Max num cinemão de Nova York, anos atrás, e fiquei de queixo caído. Película de 70mm feita para projeção em salas I-Max,  som surround de 6 canais. Espetáculo de tecnologia. Em VHS, era uma decepção. Devo dizer que em HD a sensação foi muito melhor. Filmado em Turim, Berlim e Londres (a certa altura, Mick faz uma referência a Wembley) na excursão do bom disco Steel Wheels, o último Stones de estúdio com Bill Wyman no baixo (olha o Bill na fotinho da capa, acima – entre Charlie e Keith). Saiu recentemente em DVD e Blu-Ray, mas bem que poderia passar em cinema I-Max no Brasil…
E o repertório é muito bom! Clássicos de ontem, hoje e sempre, incluindo a sensacional Paint It Black e Keith cantando Happy. Confira o set-list. Continue lendo

Global Metal

Outro interessantíssimo documentário da Banger está em cartaz no canal Multishow HD. É o filme Global Metal, de 2007 – uma sequência de Metal-Uma Jornada pelo Mundo do Heavy Metal, tema do post anterior (depois a produtora fez docs sobre o Iron Maiden e Rush). Em Global Metal, Sam Dunn, Scot McFadyen e cia percorrem três continentes para pesquisar a relação de bandas e especialmente fãs de metal com as religiões, costumes e proibições locais. O Brasil não fica de fora. A equipe do filme mostra a cena no Japão, passa por Indonésia, Israel e encontra headbangers iranianos em Dubai. No final, vai a Bangalore, onde 30 mil roqueiros vibram com o primeiro show do Iron Maiden na Índia. E o Bruce Dickinson (um dos entrevistados do filme) arrasa: Fear of the Dark. Show. Digo, filmão!

Confira o site oficial de Global Metal.

Uma Jornada pelo Mundo do Heavy Metal

metal_defUm antropólogo faz um filme sobre heavy metal. Se você acha que o resultado pode ser acadêmico ou cheio de estigmas, se enganou. O canadense Sam Dunn  e a turma da Banger Films são os responsáveis pelo filme do Rush (Beyond the Lighted Stage),  Flight 666, o documentário da recente turnê do Iron Maiden. Antes, filmaram este Metal – Uma Jornada pelo Mundo do Heavy Metal (Metal – A Headbanger´s Journey, codireção de Scott McFadyen e Jessica Wise) e sua sequência Global Metal. Sam Dunn ancora o filme se revelando um fã de heavy metal “desde criancinha”. Busca as origens do som (Sabbath, claro), do termo heavy metal,dos símbolos, fala dos problemas com a censura, destrincha os subgêneros, viaja à Alemanha para curtir o festival Wacken e à Noruega para investigar o braço radical do black metal nórdico, que queima igrejas e o próprio filme.

Metal, a jornada de Sam Dunn, é um filme de fã que não deixa de documentar e tem humor. Alice Cooper (pioneiro do rock horror show) tira sarro desse pessoal do black metal nórdico (que ele compara ao filme Spinal Tap). O saudoso Ronnie James Dio não perdia uma chance para zoar de Gene Simmons. E num dos extras tem até uma moça que faz dança do ventre ao som de metal pesadaço. E o que mais? Continue lendo. Continue lendo