A sirene de ataque aéreo – apelido do vocalista Bruce Dickinson -começou a funcionar pra valer no terceiro disco do Iron Maiden, estreia do cantor na banda inglesa. The Number of the Beast (ouça trechos aqui) foi o primeiro álbum nº1 do Iron (nas paradas inglesas). Primeiro Top 40 nos EUA. É aquele disco que mesmo revistas e livros não especializados em rock pauleira elegem para falar do Maiden. Não é à toa que Number mereceu um programa da série Classic Albums, já lançado em DVD no Brasil. Aqui não tem Prodigal Son nem instrumentais. É pauleira pura, desde a faixa 1, Invaders, até a última, Hallowed Be Thy Name, um clássico de Steve Harris, cheio de mudanças de ritmo e clima, sobre um homem no corredor da morte. Agora, além do apelo da capa (Derek Riggs), teve dois singles fortíssimos.
Run to the Hills foi o primeiro, em 12/02/82,aliás, o primeiro pedaço de vinil do Iron com vocal de Bruce. Começou a formatar uma espécie de padrão dos singles de sucesso da Donzela de Ferro: músicas curtas, diretas, metal veloz e pesado, refrões que grudam.
No lado B, Total Eclipse um heavy metal brabo, à la Judas Priest, rara parceria do guitar hero Dave Murray e do batera Clive Burr com Harris. Reedições em CD do álbum Number of the Beast incluem esta pauleira infernal.
Por falar nesse tema, “666, the number of the beast, hell and fire…” a banda liderada por Steve Harris ganhou fama de satanista por causa das capas de 1982 e do seu grande hit, The Number of the Beast. 
O compacto que tem na capa de Derek Riggs a mascote Eddie brincando com fogo, digo, com a cabeça do diabo, saiu em 26 de abril de 82. E show que é show do Iron não costuma ficar sem o hit – macabro de brincadeirinha. É claro que Steve Harris nega ser satanista. É tudo humor (negro) britânico. Tanto é que no lado B tem uma balada, ainda que uma power ballad. Remember Tomorrow, ao vivo, com voz de Bruce Dickinson.
Quase todo esse material de 1982 pode ser curtido em disco e vídeo da turnê The Beast on the Road. O show no Hammersmith Odeon de Londres virou CD duplo, na caixa Eddie´s Archive. E parte do mesmo show está no DVD The Early Days. O show da banda no Reading Festival, em 1982, aparece em parte no CD duplo BBC Archives, já tratado no post Iron Maiden 0.1. A turnê foi um dos últimos passos de Clive Burr como baterista da Donzela. Ele seria substituído por Nicko McBrain. pouco antes de a banda gravar o quarto disco.
(TO BE CONTINUED)
Interação: qual você acha que é a capa mais CHOCANTE da discografia do Maiden? Respostas aí embaixo clicando em COMENTÁRIO(S)


Parece que foi ontem , um clássico do Rock !
Abs,
Serginho, fazia algum tempo que não ouvia o CD no carro. Que sonzão! Riffs de sobra, mudanças de clima, o melhor batera que o Iron já teve. Bruce Dickinson arrepia, Harris esmerilha, e as guitarras gêmeas de Adrian e Dave duelam, duelam, duelam…
Eu não canso de ouvir “Prisoner” e pensar o que seria de qualquer banda de metal melódico sem ela…
Se eu tivesse uma banda cover, tocava Number do 1º riff de Invaders ao último acorde de Halloweed Be thy Name… e mais os lados B!
Minhas 2 favoritas do Iron estão nele, Run to the Hills e Hallowed Be Thy Name. O melhor LP do Iron , sem sombra de dúvida.
Vc me deu uma bela idéia para amanhã João, The Number of the Beast no carro !
Abs,
Pega leve! Não pisa na velocidade do baixo de Steve Harris…
Invaders é minha predileta, na atualidade.
Hallowed é uma obra prima do metal
Acho que talvez só Gangland fique um pouco abaixo das demais músicas.
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